A Justiça decidiu que policial civil será julgado em júri popular pela morte do empresário e assessor parlamentar Marcelo dos Anjos Abitan da Silva, de 49 anos. O crime ocorreu em janeiro, em frente ao hotel Wyndham Rio Barra, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. O agente, identificado como Raphael Pinto Ferreira Gedeão, efetuou disparos contra a vítima durante uma discussão e permanece preso.
Na decisão, o juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte considerou o crime de extrema gravidade e manteve a prisão preventiva do policial. Segundo ele, a medida é necessária para garantir a ordem pública, preservar a integridade das testemunhas e assegurar a conveniência da instrução criminal. A data do julgamento ainda será definida.
A defesa do acusado alega que ele agiu em legítima defesa, argumentando que seguiu o treinamento recebido para evitar entrar em luta corporal, já que poderia ter sua arma tomada. O Ministério Público, por outro lado, sustenta que o crime foi cometido por motivo fútil, após o policial desrespeitar o direito da vítima de acessar o estacionamento e, em seguida, disparar contra ela após uma breve discussão.
De acordo com a denúncia, Marcelo estava hospedado com a família e tentou entrar no estacionamento, mas o carro de Gedeão bloqueava a passagem. Após buzinar e reclamar da situação, iniciou-se uma discussão. Testemunhas relataram que, mesmo quando a vítima levantou os braços em sinal de rendição, o policial continuou atirando. Marcelo foi atingido perto do coração e também pelas costas, morrendo minutos depois.
Após o crime, Gedeão fugiu do local, quebrando a cancela do hotel com o carro. Marcelo era assessor parlamentar, empresário do setor de cosméticos e brinquedos em Madureira, e deixou esposa e um filho, com quem comemorava a aprovação em Medicina pouco antes da tragédia. Já o policial atuava na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).














