Influenciadora Naju Nunes denuncia estupro e perseguição de ex-companheiro

Influenciadora Naju Nunes

A influenciadora Naju Nunes denunciou ter sido vítima de estupro, agressões físicas e perseguição por parte do ex-companheiro, em uma sequência de episódios registrados desde dezembro de 2024. O caso foi formalmente registrado na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e está sendo investigado pela Polícia Civil.

Segundo relato publicado por ela nas redes sociais, o relacionamento se tornou abusivo quando decidiu encerrar a convivência com o agressor. Desde então, passou a ser alvo de ameaças, invasões e ataques físicos. Em uma das ocorrências mais graves, registrada no dia 13 de junho, Naju afirma que foi surpreendida pelo ex ao chegar em casa. Ele a teria forçado a subir ao apartamento, onde a agrediu e estuprou sob ameaça de morte.

“Ele disse que me mataria e depois se mataria”, escreveu em uma postagem nas redes, onde recebeu apoio de seguidores e ativistas de direitos humanos.

O caso foi enquadrado como ameaça, lesão corporal e estupro. A Justiça concedeu medidas protetivas de urgência, mas, segundo a influenciadora, o homem já descumpriu as ordens judiciais em pelo menos duas ocasiões: uma no dia 18 e outra nesta terça-feira (24), quando foi visto rondando sua residência, seu local de trabalho e até a casa de uma amiga testemunha no processo.

“Desde que decidi não continuar, minha vida virou um pesadelo. Eu tenho medo de sair, medo de dormir, medo por mim e pela minha família”, afirmou a influenciadora, que soma milhares de seguidores e já usou seu perfil para promover campanhas sobre saúde mental e empoderamento feminino.

Em nota, a Polícia Civil informou que o acusado foi indiciado pelos crimes denunciados e que apura os relatos de violação das medidas protetivas. Até a última atualização, o suspeito ainda não havia sido localizado. A Justiça deve analisar um novo pedido de prisão preventiva nas próximas horas.

O caso reacende o debate sobre a fragilidade das medidas protetivas em casos de violência contra a mulher. Especialistas alertam que, mesmo com decisões judiciais, o descumprimento é frequente e coloca em risco a vida das vítimas.

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