Um homem de 54 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil na quarta-feira (9), acusado de manter em cárcere privado e estuprar uma menina de 13 anos na Praça Seca, Zona Oeste do Rio. A jovem estava sumida há três dias.
A vítima tinha desaparecido na madrugada de segunda-feira (7). Ela fugiu do apartamento onde era mantida trancada no momento em que o agressor dormiu, conseguindo pedir socorro para os porteiros do condomínio.
Homem trancou porta e manteve vítima sob cárcere por três dias
Segundo as investigações da 28ª DP (Praça Seca), a vítima não possuía qualquer laço de amizade ou parentesco com o acusado. Ela apenas acompanhou um amigo, de 17 anos, que tinha um compromisso no local com o homem de 54 anos.
O adolescente foi embora após uma discussão sobre o pagamento do encontro. A menina permaneceu no imóvel porque o morador prometeu arrumar dinheiro para a passagem de volta para a casa dela. No entanto, assim que o jovem saiu, o homem trancou a porta de entrada, escondeu as chaves e impediu a saída da adolescente.
A garota ficou trancada no imóvel por três dias, período em que foi vítima de constantes abusos sexuais. Ela só conseguiu escapar quando percebeu que o agressor adormeceu, correndo para a portaria do prédio e contando o que tinha acontecido para os funcionários do local, que acionaram as autoridades policiais.
Investigação, perícia e histórico criminal do acusado
Após a fuga da vítima, policiais da 28ª DP (Praça Seca) e da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (DESARME) foram até o apartamento indicado na Praça Seca e prenderam o suspeito em flagrante. Ele foi autuado pelos crimes de estupro de vulnerável e cárcere privado.
A menina recebeu os primeiros socorros e foi encaminhada para o Instituto Médico-Legal (IML) para realizar exames de corpo de delito. Os peritos constataram vestígios no corpo da adolescente que foram encaminhados para análise em laboratório. A perícia da Polícia Civil também esteve no imóvel e encontrou marcas de sangue no local, que serão analisadas para descobrir a origem da substância.
Durante a ação policial, os agentes apreenderam telefones e aparelhos eletrônicos do acusado, que passarão por perícia técnica. De acordo com o delegado titular, o suspeito já tinha histórico na polícia por desacato, desobediência, lesão corporal e violência doméstica. Ele passa por audiência de custódia e a Polícia Civil apura se existem outras possíveis vítimas do investigado.
O que já se sabe sobre o caso na Praça Seca
As apurações policiais confirmaram a cronologia dos fatos, desde o desaparecimento da adolescente na segunda-feira até a prisão do acusado na quarta-feira. Confira os pontos principais confirmados até o momento:
- Sumiço e cativeiro: A garota estava desaparecida desde a madrugada do dia 7 e permaneceu sob cárcere privado no apartamento até a quarta-feira, dia 9.
- Prisão em flagrante: Agentes da 28ª DP e da DESARME localizaram o acusado logo após o pedido de socorro na portaria do edifício.
- Provas materiais: Peritos recolheram amostras biológicas no corpo da vítima e vestígios de sangue no apartamento onde ocorreram os abusos.
- Aparelhos apreendidos: Celulares e eletrônicos do homem foram recolhidos pela polícia para passar por perícia técnica.
Como denunciar casos de violência e abuso contra menores
Em situações de emergência ou ao suspeitar de abusos contra crianças e adolescentes, a população pode acionar os canais oficiais de denúncia e atendimento na Região Metropolitana do Rio de Janeiro:
- Disque Denúncia: O número de telefone é o (21) 2253-1177. O atendimento funciona 24 horas por dia, com garantia de sigilo absoluto e anonimato.
- Disque 100: Canal do Governo Federal para denunciar violações de direitos humanos, com foco em crianças e adolescentes. A ligação é gratuita.
- Polícia Militar: Em situações de emergência ou flagrante, a população deve ligar imediatamente para o telefone 190.
- Delegacia da Área: Casos na região do Jacarepaguá e Praça Seca podem ser registrados ou informados diretamente na 28ª DP (Praça Seca) ou na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV).
Como fica a rotina do bairro após a ação policial
A movimentação policial no condomínio assustou os moradores da Praça Seca na tarde de quarta-feira. No entanto, as vias do entorno e o comércio da região seguiram funcionando normalmente sem interrupções de trânsito ou bloqueios operacionais.
A rede de atendimento comunitário da Zona Oeste reforça a orientação para que pais e responsáveis mantenham diálogo frequente com os jovens sobre os perigos de acompanhar terceiros e aceitar caronas ou ajuda financeira de desconhecidos. A vítima de 13 anos segue sob acompanhamento médico e psicológico especializado prestado pelos serviços públicos do município.















