Morte trágica em Olaria: Pai desabafa após sepultamento de filho vítima de assalto
Marcelo de Alcantara Brito, de 40 anos, foi velado e sepultado no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, Zona Portuária do Rio, nesta quinta-feira (6). A cerimônia ocorreu após ele ser baleado durante uma tentativa de assalto em Olaria, Zona Norte, na última terça-feira (4).
A despedida emocionada reuniu familiares e amigos, que prestaram as últimas homenagens a Marcelo. O pai da vítima, Francisco Lima, expressou profunda indignação com a violência e a insegurança que, segundo ele, assolam a região. Ele ressaltou que os cordões que o filho usava, alvos do assalto, eram apenas bijuterias.
“Estou indignado por a gente viver num lugar que não tem segurança. Se você sai de carro, é assaltado, se sai de moto, é assaltado. O meu filho não tinha pertences nenhum para perder, porque aqueles cordõezinhos nem folheado eram para serem confundidos por um bandido que nem sabe roubar. Aquilo ali é um assassino, que não sabe nem se dirigir a quem ele tem que roubar”, desabafou Francisco.
Clamor por justiça e relato da vítima
Francisco Lima cobrou justiça, alegando que o mesmo homem teria realizado outros assaltos na área. “Matou meu filho estupidamente e desnecessariamente como fosse uma execução. Parecia até que ele tinha sido pago para matar meu filho. […] Sò quero falar que estou indignado. Indignação não só sobre o que aconteceu com ele, mas em geral. Porque só lá em Olaria, ele fez vários assaltos de saída, porque a função dele é roubar ouro. Ele está roubando ouro. Ele acha que todo mundo que está com cordão no pescoço é ouro. E se não der, ele faz o que fez. Eu quero justiça. Essa é a minha palavra: justiça. Eu quero ver ele preso, [pagando] pelo que ele fez com uma pessoa inocente”, afirmou o pai.
Vítima com problemas psicológicos
O pai também revelou que Marcelo tinha problemas psicológicos e que pode não ter compreendido a gravidade da situação no momento do assalto. “Ele era uma criança. Era um rapaz que se tivesse noção do que que era um assalto, ele teria entregue aquelas bijuterias. Ele saiu ali correndo e tomando tiro nas costas a troco de nada. Tinha um problema psicológico, mas modéstia parte era tratado e com muito carinho. Eu sempre cuidei dele. Então, ele não ofendia ninguém. Todo mundo era amigo dele ali”, finalizou.
Detalhes da ocorrência e investigação
Segundo testemunhas, um suspeito em uma motocicleta abordou Marcelo na Rua Drummond, tentando roubar seus pertences. Ao reagir, a vítima foi alvejada. Marcelo chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Balbino, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu pouco tempo depois de dar entrada na unidade médica.
O caso foi registrado inicialmente na 22ª DP (Penha) e encaminhado para a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). O DIA buscou contato com a Polícia Civil, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.














