Força Municipal do Rio completou dois meses de atuação nas ruas com mais de 500 prisões e conduções, recuperação de celulares, apreensão de motocicletas e nenhum disparo efetuado pelos agentes. O balanço foi apresentado pela Prefeitura do Rio nesta sexta-feira (15), durante entrevista coletiva.
Segundo os dados divulgados, desde o início das atividades, em 15 de março, a divisão de elite da Guarda Municipal realizou mais de 2.700 abordagens. Ao todo, foram registradas 504 prisões e conduções, além da apreensão e recuperação de 92 aparelhos celulares e 67 motocicletas.
Durante a apresentação dos números, o prefeito Eduardo Cavaliere destacou que os agentes chegaram aos 60 dias de atuação sem disparar nenhuma vez. Ele afirmou que o resultado fez com que o Rio fosse escolhido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública como experiência de referência para outras forças civis no país.
“Tenho orgulho de dizer que nós completamos os 60 dias sem efetuar um disparo. E, por isso, o Rio foi escolhido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública para que a gente pudesse fazer disso aqui uma experiência exemplo para Brasil. Uma experiência de sucesso na cidade do Rio de Janeiro pode, sim, influenciar outras forças civis a terem um trabalho de policiamento preventivo, ostensivo, sério, bem equipado, bem remunerado, bem monitorado e com o quadro de missão dirigida”, disse o prefeito Eduardo Cavaliere.
Na mesma cerimônia, a Prefeitura do Rio assinou a adesão ao Programa Município Mais Seguro, iniciativa lançada em outubro de 2025 pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. A proposta é fortalecer a segurança pública municipal, com foco em investimentos nas Guardas Civis Municipais.
Com a adesão, o município deve receber equipamentos de menor potencial ofensivo. Estão previstas 3.010 unidades de kit-taser e 5.020 dispositivos de spray de pimenta ou gás lacrimogêneo. O investimento estimado é de R$ 13 milhões.
O secretário Brenno Carnevale afirmou que o reforço será importante para a rotina de atuação da Força Municipal e da Guarda Municipal como um todo. Ele também destacou o acompanhamento psicológico dos agentes como parte do planejamento de prevenção e saúde dos profissionais.
“Vamos receber esses materiais de menor potencial ofensivo da Secretaria Nacional de Segurança Pública, e isso é muito importante para atuação no dia a dia, não só da Força Municipal, como também da Guarda Municipal, que atua na cidade como um todo. Temos um trabalho de atendimento psicológico aos nossos agentes. Isso faz parte também do nosso planejamento de saúde, de prevenção à vitimização do agente que faz policiamento ostensivo”, disse o secretário Brenno Carnevale.
O programa federal também prevê capacitação profissional, modernização de equipamentos, qualificação do uso da força, ações de prevenção à violência em territórios vulneráveis, valorização dos agentes e maior integração entre instituições de segurança pública municipais, estaduais e federais.
Desde que começou a atuar, a Força Municipal tem sido implantada em etapas. A primeira fase concentrou o trabalho na região central, incluindo o entorno da Rodoviária do Rio, Terminal Gentileza, Estação Leopoldina e Jardim de Alah, na Zona Sul. Depois, o policiamento foi ampliado para a Avenida Presidente Vargas.
Em 8 de abril, a atuação chegou à Zona Oeste, em Campo Grande, com foco no calçadão e na estação de trem. No dia 26 do mesmo mês, os agentes passaram a atuar na Tijuca, no trecho entre a Rua São Francisco Xavier e a Praça Afonso Pena.
A área mais recente a receber a divisão de elite foi Botafogo, onde os agentes começaram a atuar no último domingo (10). O patrulhamento passou a cobrir pontos como as ruas Lauro Müller, General Severiano, Marquês de Abrantes, São Clemente e Voluntários da Pátria, além da Praia de Botafogo, Avenida Venceslau Brás e o entorno do metrô.
Com os números divulgados, a Prefeitura tenta apresentar a Força Municipal como uma aposta de segurança urbana baseada em presença ostensiva, monitoramento e uso controlado da força. O desafio, agora, será manter os resultados enquanto a atuação se expande para novas áreas da cidade.














