Fiscalização no Galeão descarta 7,5 kg de comida e barra 4 carros

Uma operação de fiscalização no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na Zona Norte do Rio, descartou 7,5 quilos de alimentos estragados e interditou quatro carros de transporte de passageiros na quarta-feira (26). A ação atuou em restaurantes e veículos com irregularidades.

Fiscalização flagra comida estragada e carros sem condição no Galeão

A força-tarefa passou por restaurantes, áreas de embarque de passageiros e pontos de despacho de animais para vistoriar a qualidade dos serviços prestados na Ilha do Governador. A mobilização ocorreu para preparar o terminal para o aumento no fluxo de viajantes.

Ao todo, quatro estabelecimentos comerciais foram autuados por agentes de defesa do consumidor. Nos locais, as equipes encontraram 7,5 quilos de comida imprópria para o consumo, entre produtos com data de validade vencida e alimentos manipulados sem identificação de prazo na embalagem. Todo o material acabou sendo descartado imediatamente na frente da fiscalização.

Os fiscais também acharam problemas de estrutura na cozinha dos restaurantes, como pisos quebrados na área de preparo e ralos sem proteção adequada na parte de bebidas. Além disso, os estabelecimentos não apresentaram o livro de reclamações autenticado, documento obrigatório para o uso dos clientes.

Quais foram os problemas encontrados nos carros de aplicativo?

Na parte externa do aeroporto, a fiscalização parou veículos que faziam o transporte de passageiros por aplicativo e táxis. Quatro automóveis acabaram interditados e impedidos de circular até que os donos regularizem a situação junto ao Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-RJ).

Entre as falhas graves registradas pelas equipes estavam pneus totalmente carecas, com a lona e os arames de aço aparentes, oferecendo risco de acidente. Outro carro circulava com o licenciamento anual atrasado, além de estar com a vistoria e o reteste do cilindro de Gás Natural Veicular (GNV) fora do prazo de validade.

Os agentes pegaram ainda um motorista fazendo transporte pirata de passageiros. O condutor abordou o cliente fora da plataforma e cobrou a viagem diretamente em dinheiro, sem usar o aplicativo oficial de corridas.

Como funcionou a vistoria no transporte de animais de estimação?

As equipes de fiscalização também conferiram o setor de embarque de pets operado pelas companhias aéreas no Galeão. Em uma das empresas vistoriadas, os agentes constataram a ausência do registro do médico-veterinário responsável técnico.

Essa documentação é uma exigência do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Rio de Janeiro (CRMV-RJ) para garantir que os animais viagem com segurança e suporte adequado durante o voo.

Quais órgãos participaram da operação na Ilha do Governador?

A ação conjunta reuniu a Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon), o Procon-RJ, o Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro-RJ) e o Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ).

Também atuaram na operação o Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Rio de Janeiro (Ipem-RJ), a Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito (Sett) e agentes da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ).

O que o passageiro deve fazer ao notar irregularidades no aeroporto?

O passageiro que encontrar problemas em restaurantes, carros ou serviços dentro do Galeão pode fazer denúncias diretamente aos órgãos de proteção. No caso do Procon-RJ, o atendimento ao consumidor funciona pelo site oficial do órgão ou presencialmente nas sedes de atendimento do estado.

Para denunciar cobranças por fora de aplicativos ou veículos sem condições de uso, o passageiro pode acionar as secretarias de transporte ou registrar queixa junto à administração do próprio aeroporto.

Foto: R7 Rio

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