A Agência Nacional do Cinema liberou o registro do filme Dark Horse, produção que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. O documento foi emitido em agosto, mas a obra continua no centro de investigações da Polícia Federal por suspeita de fraude financeira.
Entenda a liberação do filme sobre Bolsonaro pela Ancine
A Agência Nacional do Cinema, a Ancine, concedeu o Registro de Obra Estrangeira para o longa-metragem Dark Horse. A autorização saiu no dia 7 de agosto, cerca de um mês e meio após o pedido inicial feito pela empresa responsável.
O filme é classificado como ficção e tem direção do cineasta Cyrus Nowrasteh. A obra conta com o ator norte-americano Jim Caviezel interpretando o papel de Jair Bolsonaro e tem duração total de 1 hora e 40 minutos.
O filme já pode passar nos cinemas do Brasil?
Mesmo com o documento da Ancine, o filme ainda não pode ser exibido nas salas de cinema do país. A liberação do registro é apenas o primeiro passo burocrático para a distribuição comercial em território nacional.
Para chegar às telonas, a distribuidora Europa Filmes precisa pedir o Certificado de Registro de Título. A empresa informou que ainda não há uma data definida para solicitar esse documento nem um cronograma pronto para o lançamento nos cinemas.
Por que a produção do filme é investigada pela polícia?
A produção do longa é alvo de apurações da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal. A suspeita principal envolve o uso de verbas públicas e o repasse de emendas parlamentares para empresas ligadas à produtora Go Up Entertainment.
Em junho, a Polícia Civil de São Paulo fez uma operação contra a dona da produtora, Karina Ferreira da Gama. As investigações apuram possíveis fraudes e desvios de recursos no financiamento da cinebiografia.
O que o STF decidiu sobre as investigações?
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a acessar todos os dados colhidos na operação policial de São Paulo. A decisão atendeu a um pedido feito pela própria corporação.
Além disso, o ministro André Mendonça já havia autorizado a investigação sobre a origem do dinheiro do filme. A Controladoria-Geral da União também realiza uma auditoria em sigilo para checar o uso de emendas na obra.















