Ex-namorada denuncia Dado Dolabella por agressões e divulga prints

Dado Dolabella e Marcela Tomaszewski

A modelo Marcela Tomaszewski, ex-namorada do ator Dado Dolabella, usou suas redes sociais para tornar públicas as agressões físicas e psicológicas que teria sofrido durante o breve relacionamento com o artista, ocorrido entre setembro e outubro de 2025. A denúncia foi acompanhada por fotos de hematomas e capturas de tela de conversas entre os dois.

“Estou fazendo isso porque as notícias dos últimos dias me deixaram cada vez mais assustada com o que está acontecendo com tantas mulheres”, escreveu Marcela em uma publicação. Ela afirma que, inicialmente, silenciou por medo do julgamento público e por sentir-se usada como “mídia” para limpar a imagem do ator, conhecido por seu histórico de comportamentos violentos.

Prints de tela as agressões de Dado DolabellaEm uma das mensagens divulgadas, Dado teria minimizado as agressões ao sugerir que ela passasse “óleo de arnica” nos ferimentos. Marcela relata que, mesmo tentando manter a compostura, ficou emocionalmente abalada ao ponto de não conseguir gravar vídeos desmentindo os fatos, como ele teria solicitado. “Estou paralisada”, respondeu a modelo na conversa.

Após o fim do relacionamento, ela obteve uma medida protetiva da Justiça, que impede o ator de manter qualquer tipo de contato e o obriga a manter distância de pelo menos 250 metros da vítima. O caso foi registrado no 14º DP do Leblon, no Rio de Janeiro, e já está na fase final do inquérito policial.

Prints de tela as agressões de Dado DolabellaSegundo o advogado de Marcela, Dr. Diego Cândido, a investigação incluiu o depoimento de testemunhas, exame de corpo de delito e pedido de imagens das câmeras de segurança do prédio onde ocorreram os supostos episódios de violência. Ele declarou que a defesa está comprometida em reunir todas as provas possíveis das agressões sofridas.

Além disso, a modelo afirma ter feito “falsos pronunciamentos” em público por medo de retaliações e da pressão virtual. “Agora quem está sendo julgada sou eu: a vítima”, desabafou.

Histórico de violência

As denúncias de Dado Dolabella agressões não são inéditas. Ao longo dos anos, o ator já se envolveu em vários casos similares:

  • Luana Piovani (2008): empurrada por Dado em uma boate; camareira que tentou ajudar também foi agredida. Ele foi condenado a dois anos e nove meses de prisão em regime aberto.

  • Viviane Sarahyba (2018): condenado por ofensas e ameaças à ex-mulher.

  • Dani Souza (2009): durante o reality “A Fazenda”, a participante relatou que foi chicoteada por ele em uma festa temática.

  • Marina Dolabella (2025): prima e ex-namorada, denunciou tapas e socos; Dado foi condenado a dois anos e quatro meses de prisão em regime aberto.

  • Wanessa Camargo: embora não tenha feito denúncia formal, o relacionamento com o ator foi marcado por boatos de brigas e ciúmes excessivos.

O comportamento reincidente do ator reacende o debate sobre violência contra a mulher, especialmente quando o agressor é uma figura pública com histórico conhecido.

Justiça em andamento

Conforme a defesa de Marcela, o processo criminal segue avançando. A modelo, após negar as agressões inicialmente, voltou atrás e apresentou novas provas. Prints divulgados nesta semana mostram pessoas próximas confrontando-a por supostamente ter negado os fatos na delegacia, o que ela atribui à manipulação emocional sofrida. “Não imaginei ser manipulada”, escreveu.

Procuramos a defesa de Dado Dolabella, mas até o momento não houve resposta pública sobre as novas acusações. O caso segue em sigilo parcial, enquanto o Ministério Público avalia as denúncias formais e possíveis desdobramentos judiciais.

Dado Dolabella agressões: o peso da reincidência

Casos como o de Marcela Tomaszewski não apenas expõem a dor de uma vítima, mas evidenciam um padrão preocupante de comportamentos violentos que parece se repetir na trajetória de Dado Dolabella. A sociedade e a Justiça precisam agir com rigor diante de figuras públicas que, mesmo após condenações anteriores, voltam a ser acusadas dos mesmos atos.

Se você ou alguém próximo sofre qualquer tipo de violência, denuncie. Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher.

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