O estádio do Flamengo no Gasômetro deve se tornar realidade apenas na década de 2030. De acordo com um estudo apresentado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) ao Conselho Deliberativo do clube, a conclusão da obra está projetada para um prazo mínimo de 10 anos, com custo estimado em R$ 2,2 bilhões. O levantamento foi apresentado pelo presidente Luiz Eduardo Baptista e detalha as condições necessárias para viabilizar o projeto.
A gestão atual identificou que o planejamento da administração anterior, que previa inauguração em 2029, estava baseado em prazos irreais, custos subestimados e receitas superestimadas. A nova proposta prioriza um estádio mais popular, com identidade voltada à torcida, reduzindo o número de assentos premium em comparação ao projeto anterior.
Um dos principais entraves é a descontaminação do terreno, localizado no Gasômetro, atualmente ocupado por tubulações da empresa Naturgy. O relatório prevê que o processo de limpeza ambiental leve até dois anos, seguido pelo remanejamento da subestação em até quatro anos. Essas etapas dependem de negociações entre a Prefeitura do Rio e a companhia, que deve assumir os custos. Somente após a liberação do terreno, a construção poderá começar, com prazo de até 36 meses para execução.
O projeto contempla um estádio com capacidade para 72 mil torcedores, além de obras no entorno. O valor estimado de R$ 2,2 bilhões inclui não apenas a construção, mas também contingências, aquisição do terreno, capital e ajustes estruturais. Já considerando inflação e custo de capital, a FGV projeta que o valor total possa chegar a R$ 3,1 bilhões.
A atual gestão reforça que a execução do projeto não exigirá a transformação do clube em Sociedade Anônima de Futebol (SAF) e nem comprometerá a performance esportiva. Foram contratadas empresas especializadas, como a Arena, para suporte técnico, e equipes exclusivas foram criadas para coordenar cada etapa. O plano é manter sustentabilidade financeira, utilizando recursos internos e parcerias estratégicas.
Com os ajustes realizados, a previsão mais otimista aponta para inauguração apenas em julho de 2036, marcando um dos projetos mais ambiciosos da história do Flamengo.














