Um esquema de contrabando de bebidas que atuava na fronteira entre Brasil e Uruguai foi desarticulado nesta terça-feira (10) durante uma operação conjunta da Polícia Federal e da Receita Federal. A ação recebeu o nome de Operação Carga Dividida.
Segundo as autoridades, o grupo investigado é suspeito de praticar crimes de descaminho, contrabando, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As bebidas alcoólicas eram introduzidas de forma irregular no território brasileiro a partir de cidades localizadas na faixa de fronteira.
Durante a operação, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e aplicadas 41 medidas cautelares diversas da prisão em municípios de Santa Catarina. A Justiça também determinou o bloqueio de valores de até R$ 31 milhões em contas bancárias dos investigados e o sequestro de aproximadamente R$ 9 milhões em veículos e imóveis.
As diligências ocorreram em cidades como Criciúma, Sombrio, Jaguaruna, Balneário Gaivota, Balneário Rincão, Tubarão, Içara, Itajaí e Passo de Torres. De acordo com a Polícia Federal, o grupo utilizava falsas excursões de turismo para transportar bebidas e outros produtos adquiridos em free shops.
“As mercadorias eram introduzidas ilegalmente no Brasil mediante a utilização das cotas dos passageiros. As viagens partiam de Criciúma com destino a cidades fronteiriças, especialmente Jaguarão”, informou a corporação em nota.
Além das apreensões e bloqueios financeiros, os investigados estão proibidos de deixar o país e tiveram que entregar seus passaportes à Polícia Federal. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e dimensionar o alcance total do esquema.
A operação lança luz sobre o uso de estruturas aparentemente regulares, como excursões turísticas, para encobrir práticas ilegais de grande impacto financeiro. O desdobramento do caso deve indicar como esse tipo de crime organizado tem se adaptado para driblar a fiscalização nas regiões de fronteira do país.














