Esquema de combustível adulterado ligado ao PCC é alvo de nova operação policial

Policia Militar de São Paulo

O Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), e a Polícia Militar deflagraram nesta quinta-feira (25) uma operação para desmantelar um esquema de combustível adulterado ligado ao PCC, que movimentava milhões de reais. A ação cumpre 25 mandados de busca e apreensão em diferentes locais do estado.

De acordo com o MP, a quadrilha usava empresas de pagamento para lavar recursos obtidos tanto no comércio irregular de combustíveis quanto em jogos de azar. A mesma fintech já havia sido alvo da Operação Carbono Oculto, realizada em agosto, quando foram identificadas movimentações financeiras de grande porte associadas ao crime organizado.

Quando foi desmontado um intrincado esquema colocado em prática por organizações criminosas investigadas de participação fraudulenta no setor de combustível, com infiltração de integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), lesando não apenas os consumidores que abastecem seus veículos, mas toda uma cadeia econômica, afirmou o Ministério Público em nota.

As apurações começaram após a apreensão de máquinas de cartão ligadas a jogos ilegais em Santos, que estavam conectadas a postos de combustíveis. A análise financeira mostrou que os valores eram enviados a uma fintech, usada para esconder a origem e o destino do dinheiro ilícito. Com o aprofundamento das investigações, foi possível identificar uma complexa rede de pessoas físicas e jurídicas envolvidas na movimentação dos valores ilícitos, disse o órgão estadual em depoimento ao jornal.

Além dos postos, o grupo criminoso mantinha vínculos com empresas de hotelaria e instituições de pagamento, criando contabilidades paralelas para dificultar o rastreamento. A operação, chamada Spare, contou também com a Receita Federal, a Secretaria da Fazenda e a Procuradoria-Geral do Estado.

Em agosto, a Operação Carbono Oculto já havia sido considerada a maior ação contra a infiltração do crime organizado na economia formal do país. Nela, empresas e fundos de investimento da Avenida Faria Lima foram investigados. O BK Bank, uma das principais instituições citadas, foi acusado de movimentar R$ 17,7 bilhões em transações suspeitas.

Na época, o banco declarou em nota que foi surpreendido com a operação e que mantém suas atividades de acordo com padrões rígidos de compliance.

Limpatech