A economia do estado do Rio de Janeiro registrou alta de 0,7% no PIB no terceiro trimestre de 2025, de acordo com levantamento da Firjan. O crescimento, calculado com ajuste sazonal, foi superior ao resultado nacional no mesmo período, quando o Produto Interno Bruto do país avançou apenas 0,1%.
Segundo a federação, o desempenho confirma a trajetória positiva da atividade econômica ao longo do ano e mantém a economia fluminense em seu maior patamar histórico. “O resultado preserva o bom momento da atividade ao longo do ano e mantém a economia fluminense no maior patamar histórico”, avaliou Jonathas Goulart, economista-chefe da Firjan.
Na comparação com o terceiro trimestre de 2024, o PIB do Rio de Janeiro apresentou crescimento de 3,8%. O principal motor desse avanço foi a indústria, que teve alta de 9,1%, refletindo o bom desempenho de setores estruturantes da economia estadual, como óleo e gás e construção.
O setor de serviços também apresentou resultado positivo no período. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, houve crescimento de 1%, impulsionado principalmente pelo segmento de transportes. A manutenção de um mercado de trabalho resiliente, com aumento de rendimentos, contribuiu para esse desempenho, assim como a expansão da atividade turística no estado.
Desempenho 2026
Para 2026, a Firjan projeta crescimento de 3% do PIB fluminense. Caso o cenário se confirme, será o quinto ano consecutivo em que a economia do Rio de Janeiro cresce acima da média nacional, com destaque novamente para os setores estruturantes.
“Ainda que o desempenho do estado se destaque frente ao restante do país, torna-se cada vez mais evidente a necessidade de diversificação da base produtiva, condição fundamental para um desenvolvimento mais equilibrado, sustentável e resiliente nos médio e longo prazos”, destacou Jonathas Goulart.
O economista-chefe da Firjan também ressaltou que, para consolidar o papel do Rio de Janeiro como potência econômica, será necessário avançar na superação de desafios estruturais. Entre eles estão a melhoria da governança e da estabilidade institucional, o fortalecimento da infraestrutura logística, a segurança energética e a criação de um ambiente de negócios mais favorável.














