Criminosos testam drone com explosivos no Complexo da Penha; explosão assusta moradores do Rio

Criminosos testam drone com explosivos

Drone com artefato explosivo causa explosão no Complexo da Penha, Rio de Janeiro, em mais um incidente ligado ao uso de tecnologia por criminosos em guerra por território.

Um artefato arremessado por um drone explodiu na noite de quinta-feira (30) no Complexo da Penha, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo informações da Polícia Militar, o incidente ocorreu enquanto criminosos realizavam testes com a aeronave não tripulada carregada com o explosivo, que acabou caindo e detonando. Felizmente, não houve registro de feridos.

Agentes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo da Penha foram acionados na madrugada desta sexta-feira (31) para averiguar denúncias sobre a presença de indivíduos armados na área. A corporação destacou que não houve confronto entre os policiais e os suspeitos durante a ação.

Ao chegarem ao local, os policiais confirmaram que criminosos estavam experimentando drones equipados com explosivos. Um dos artefatos, no entanto, caiu próximo aos agentes. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento da queda e a explosão, que teria atingido uma piscina.

Policiamento reforçado na Zona Norte após explosão com drone

Em resposta ao incidente e para conter a escalada da violência, a Polícia Militar informou que o policiamento na região do Complexo da Penha foi reforçado. Equipes de unidades especializadas também foram deslocadas para a área, buscando coibir atividades criminosas. O Complexo da Penha é reconhecido como um dos principais redutos do Comando Vermelho na Zona Norte.

Drones com explosivos se tornam arma em guerras de facções no Rio

O uso de drones para lançar artefatos explosivos tem se tornado uma prática cada vez mais frequente por parte de grupos criminosos envolvidos em disputas por território na cidade do Rio de Janeiro. Essa tática demonstra a crescente sofisticação e audácia dos criminosos.

Um caso recente ocorreu no dia 13, quando um membro da Associação de Moradores do Parque Dois Irmãos, em Curicica, Zona Sudoeste, ficou ferido após a localidade ser atingida por um explosivo. Testemunhas relataram que um drone foi o responsável pelo lançamento do artefato. A área é apontada como influenciada por milicianos, que estariam em conflito com traficantes do Comando Vermelho pelo controle local.

Granada encontrada em creche e investigações complexas

Em 6 de novembro, uma granada foi encontrada no telhado da Creche Municipal Barbosa Lima Sobrinho, no Jardim América, Zona Norte. A unidade de ensino fica próxima à comunidade do Dique, dominada pelo Comando Vermelho. As investigações sobre este caso apontam para duas linhas principais de apuração.

Inicialmente, a suspeita era de que criminosos do Terceiro Comando Puro (TCP), que atua em áreas próximas a Vigário Geral, teriam utilizado drones para lançar granadas em direção à comunidade. Contudo, com o avanço das diligências, surgiu uma segunda hipótese: a de que integrantes do próprio Comando Vermelho poderiam ter orquestrado a situação para atribuir a culpa aos rivais, alimentando assim o clima de confronto na região.

Em junho, um explosivo também atingiu uma residência em Rio das Pedras, na Zona Sudoeste, sem deixar feridos. Esses episódios reforçam a preocupação com o uso de novas tecnologias em conflitos urbanos no Rio de Janeiro.

Limpatech