Moradores de Copacabana Exigem Mudança Urgente no Ponto Final da Linha 474

Moradores de Copacabana Exigem Mudança Urgente no Ponto Final da Linha 474

Moradores de Copacabana Exigem Mudança Urgente no Ponto Final da Linha 474: “Não Faz Sentido Nenhum na Porta de um Shopping”

Moradores de Copacabana estão cada vez mais insatisfeitos com a localização do ponto final da linha 474 de ônibus. A principal queixa é que o terminal se encontra em frente ao Shopping Cassino Atlântico, gerando transtornos e desordem no bairro. Essa insatisfação foi levada a uma reunião de três horas realizada pela Associação Movimento Cidadão Presente (AMCP) na terça-feira (11/08).

O encontro reuniu mais de 120 pessoas, incluindo moradores, representantes da Polícia Militar, Segurança Presente, Assistência Social, delegacias, órgãos municipais, além das vereadoras Talita Galhardo (PSDB) e Rogério Amorim (PL). A discussão abordou temas cruciais para o cotidiano de Copacabana, como a população em situação de rua, segurança pública e ordenamento urbano.

A questão da linha 474 foi um dos pontos centrais. Conforme relatado pelos participantes, o itinerário tem sido palco de vandalismo frequente, com relatos de até 30 ônibus danificados. No entanto, a localização do ponto final é o principal foco da indignação dos residentes. Conforme informação divulgada pela AMCP, a vereadora Talita Galhardo se comprometeu a buscar soluções junto à Prefeitura para realocar o ponto final da linha 474, que segundo relatos, já mudou de local anteriormente devido a reclamações em outros bairros.

A Luta por um Ponto Final Menos Problemático

A vereadora Talita Galhardo destacou a insatisfação generalizada com a linha 474. “O pessoal da empresa do ônibus 474, que é uma linha bastante vandalizada, estava na reunião e nos contou que, às vezes, chegam a ter 30 ônibus vandalizados. Mas a principal reclamação dos moradores foi ter um ponto final dessa linha na porta do Shopping Cassino Atlântico”, explicou a parlamentar.

Ela acrescentou que a linha, que antes terminava no Leblon e depois em Ipanema, foi transferida para Copacabana após reclamações dos moradores dessas localidades. “Faço questão de comprar essa briga para tirar esse ponto final que começa no Jacaré e desce em Copacabana, porque os moradores têm que ter o direito de ir e vir e essa linha não faz sentido nenhum ser na porta de um shopping e está causando problemas”, ressaltou Talita.

A vereadora já enviou um ofício à Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) solicitando providências e informou ter conversado com o secretário. Uma sugestão levantada é remanejar o ponto final para uma área menos densa, como antes do túnel em Copacabana, próximo ao Rio Sul. A vereadora garantiu que irá buscar essa alternativa.

Vereador Cobra Providências e Critica a Desordem

O vereador Rogério Amorim também se manifestou sobre a situação, criticando a desordem causada pela linha 474 e pela desordem geral na região. “Isso é um verdadeiro absurdo que a população de Copacabana e da Zona Sul sofra com essa desordem, com esse verdadeiro vandalismo que ocorre nos bairros da Zona Sul, principalmente aqui em Copacabana”, afirmou.

Amorim declarou que os vereadores se comprometeram a trabalhar com as autoridades para acabar com a “bagunça” e o “caos” trazidos pela linha de ônibus. “Não é possível que esse ônibus faça o seu ponto final aqui nas proximidades de Copacabana para trazer a desordem e caos ao bairro”, concluiu.

Reunião Organizada Após Tumulto em Conselho de Segurança

A reunião que discutiu a linha 474 e outros problemas de Copacabana ocorreu após um incidente na reunião anterior do Conselho de Segurança de Copacabana e Leme, que terminou em discussão e tumulto no 19º BPM. Na ocasião, a vereadora Talita Galhardo teve sua fala interrompida após um embate com o presidente da Associação Amigos de Copacabana.

Talita Galhardo também lamentou a ausência do atual subprefeito da Zona Sul, Pedro Angelito, no encontro, criticando a gestão atual. A presidente da AMCP, Lucia Ungierowicz, ressaltou a importância da participação de representantes de diversos órgãos para tratar das demandas de Copacabana. Bruno Santos, gestor do GEL de Copacabana e Leme, também destacou a relevância da reunião para ouvir e atender às demandas da região.

Moradores e Comerciantes Cobram Mais União e Ação

A moradora Patrícia avaliou que, apesar dos pontos importantes levantados sobre segurança e ordenamento urbano, ainda é preciso mais união para melhorar a situação em Copacabana. O advogado Diego Ornellas, da página Copacabana Informa, destacou como a violência afeta o dia a dia de moradores e comerciantes, com a depredação do patrimônio público e a insegurança no ir e vir.

Ao final do encontro, a vice-presidente da AMCP, Flávia Homsy, entregou à vereadora Talita abaixo-assinados sobre perturbação do sossego, população em situação de rua e desordem na orla. A AMCP elaborará uma ata oficial da reunião, que será enviada aos órgãos presentes, com os encaminhamentos e cobranças. Uma nova reunião está prevista para daqui a dois meses para avaliar os progressos e as providências adotadas.

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