O custo da cesta básica no Rio de Janeiro registrou uma nova queda durante o mês de agosto, trazendo um alívio bem-vindo para o bolso dos trabalhadores da capital e da Baixada Fluminense. O recuo nos preços de itens essenciais como feijão, arroz e óleo ajuda quem precisa fazer o dinheiro render até o fim do mês.
A redução foi confirmada pelo setor de supermercados e reflete uma melhora na oferta de produtos agrícolas e na estabilização dos custos de transporte. Para quem pega trem, ônibus e precisa esticar o salário, cada centavo economizado no caixa do mercado faz uma grande diferença nas contas da casa.
Preços dos alimentos dão trégua para o trabalhador em agosto
A queda nos preços atinge principalmente aqueles itens que não podem faltar no prato do carioca. Alimentos de primeira necessidade mostraram variação negativa no valor final repassado ao consumidor nos estabelecimentos do Estado do Rio de Janeiro.
Segundo a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ), esse movimento de baixa é reflexo direto de uma safra mais favorável em diversas regiões produtoras do país, além da diminuição na pressão dos custos de frete. A expectativa dos comerciantes é que as vendas ganhem ritmo com a manutenção desses patamares de preços mais baixos.
Moradores de bairros da Zona Norte do Rio e de municípios da Baixada Fluminense, como Nova Iguaçu e Duque de Caxias, já começam a sentir a diferença nas prateleiras. Em áreas periféricas, onde o impacto da alimentação no orçamento familiar é proporcionalmente maior, a redução alivia o aperto mensal.
Quais produtos ficaram mais baratos no supermercado?
Entre os principais vilões do orçamento que deram trégua em agosto estão o óleo de soja, o feijão carioca e o tomate. Esses itens vinham de sucessivas altas nos primeiros meses do ano e agora registram valores mais acessíveis para o consumidor final.
Por outro lado, alguns produtos ainda exigem pesquisa por parte do consumidor. A carne bovina e os derivados do leite mantêm preços estáveis, mas em patamares ainda elevados para as famílias de menor renda. A orientação dos especialistas é substituir cortes de carne por opções mais em conta, como ovos e frango, quando a intenção for economizar ainda mais.
O arroz, outro item indispensável no prato do trabalhador, apresentou leve recuo, ajudando a fechar a conta do mês com um valor total inferior ao registrado no mês de julho.
Como economizar na hora das compras da semana?
Para aproveitar a queda dos preços e fazer o salário render mais, a principal dica do Procon-RJ é a pesquisa antes de encher o carrinho. A variação de valores entre redes de supermercados diferentes na mesma região pode ultrapassar os 20% em um mesmo produto.
Dar preferência aos hortifrútis de época e frequentar feiras livres no final do expediente, a famosa xepa, também garante produtos frescos por valores bem menores. Outra estratégia recomendada é acompanhar os panfletos de ofertas diárias divulgados pelas redes de varejo, priorizando dias específicos de promoção para carnes ou hortifrúti.
Fazer uma lista detalhada antes de sair de casa evita compras por impulso e garante que apenas os itens realmente necessários entrem na conta, ajudando a manter o planejamento financeiro sob controle.
O que se espera para os valores da cesta nos próximos meses?
Analistas do setor de abastecimento apontam que a tendência de estabilidade nos preços dos alimentos deve se manter ao longo do próximo mês, caso o clima nas regiões agrícolas continue favorável e não haja sobressaltos no preço dos combustíveis.
O acompanhamento contínuo dos índices de preços é realizado por órgãos de pesquisa econômica e entidades do comércio, que analisam semanalmente o comportamento das prateleiras nos grandes centros urbanos do Estado do Rio de Janeiro.
Até lá, a orientação para o leitor do Povo na Rua é manter a atenção aos encartes e denunciar eventuais abusos de preços aos órgãos de defesa do consumidor do estado.
Onde buscar ajuda e denunciar abusos nos preços?
Caso o consumidor encontre divergência entre o valor anunciado na prateleira e o cobrado no caixa, ou perceba aumentos injustificados e abusivos em itens essenciais, é possível acionar a fiscalização dos órgãos estaduais.
O Procon do Estado do Rio de Janeiro atende a população pelo telefone 151 ou por meio de seu portal eletrônico oficial. O consumidor também pode registrar reclamações presencialmente na sede do órgão, localizada no Centro do Rio, ou nos postos do Poupatempo na Baixada Fluminense, apresentando a nota fiscal da compra e, se possível, fotos do produto e da etiqueta de preço.














