Uma boa alimentação é a base de uma vida saudável e equilibrada, todos querem sentir-se bem e, se possível, viver por um bom tempo. Hoje existem centenas de dietas e fórmulas mágicas disseminadas, principalmente pelas redes sociais, mas a maioria dos cardiologistas concorda que uma das melhores dietas, principalmente quando se fala em longevidade, é a dieta do mediterrâneo.
Tendo como principais ingredientes o consumo de azeite de oliva, peixes, vegetais e alimentos minimamente processados, essa dieta é reconhecida mundialmente e tem servido de referência para inúmeros estudos na área da saúde. Pesquisadores se dedicam a compreender, cada vez mais, sua forte relação com a longevidade e a qualidade de vida.
– Quando se fala em longevidade, muitas pessoas pensam que é preciso fazer mudanças mirabolantes no cardápio, então frequentemente, temos a ideia de que algo deve ser melhor se for mais complicado, mais restritivo ou mais difícil de seguir. Mas isso não é necessariamente verdade – explica o o cardiologista, Aurelio Rojas.
O consumo frequente de azeite de oliva, peixes, frutas, vegetais, grãos integrais e oleaginosa prioriza alimentos naturais e ricos em nutrientes que protegem o organismo ao longo do tempo. Esta dieta fornece gorduras saudáveis, antioxidantes e fibras, que ajudam a reduzir inflamações e o risco de doenças crônicas, como problemas cardíacos, diabetes e certos tipos de câncer. Esse padrão alimentar também evita ultraprocessados e excesso de açúcar, fatores diretamente ligados ao envelhecimento precoce.
– Essa dieta também se trata de um estilo de vida. Não é por coincidência que as regiões ao redor do Mediterrâneo são onde as pessoas vivem, em média, mais tempo. De todos os padrões alimentares, este é o que tem demonstrado, de forma mais consistente, ser benéfico não só para o coração, mas também para a saúde em geral, o cérebro e a expectativa de vida – ratifica Rojas
Um dos estudos mais relevantes sobre o tema foi feito na Espanha com mais de 7 mil participantes, denominado o PREDIMED. Os resultados mostraram não apenas a redução de eventos cardiovasculares, mas também uma menor probabilidade de desenvolvimento de diabetes tipo 2 entre aqueles que seguiram a dieta.














