Câmeras corporais registram roubo cometido por PMs em residência na Penha

Câmeras corporais registram roubo

As câmeras corporais registram roubo cometido por PMs em residência na Penha durante a megaoperação realizada no Rio de Janeiro em outubro de 2025. Segundo denúncia do Ministério Público, quatro policiais militares do Batalhão de Polícia de Choque teriam furtado um celular dentro de uma casa enquanto a ação estava em andamento.

De acordo com o processo, as imagens captadas pelos próprios equipamentos dos agentes mostram o momento em que os policiais invadem a residência e restringem a circulação da moradora, obrigando-a a permanecer em outro cômodo. Enquanto isso, um dos militares teria se apropriado de um telefone celular que estava na sala do imóvel.

O 2º sargento Vilson dos Santos Martins teve a prisão preventiva decretada e está detido na Unidade Prisional da Corporação, à disposição da Justiça. A Polícia Militar informou que ele também responde a processo administrativo interno.

Os outros três envolvidos — os 2º sargentos Diogo da Silva Souza e Renato Vinícius Maia e o 3º sargento Eduardo Oliveira Coutinho — não foram presos, mas passaram a cumprir medidas cautelares, como afastamento da corporação, suspensão do porte de arma, proibição de deixar o país e de manter contato entre si.

A denúncia foi aceita pela Auditoria da Justiça Militar em dezembro de 2025. Conforme os autos, os agentes teriam arrombado o portão da residência e permanecido no local por vários minutos, sem autorização, enquanto constrangiam a moradora com uso de arma de fogo.

O furto do celular, segundo o Ministério Público, foi totalmente registrado pela câmera corporal do próprio policial acusado de cometer o crime. A investigação aponta ainda que os demais militares contribuíram para a ação ao garantir superioridade numérica e apoio durante a abordagem.

Além deste caso, alguns dos mesmos policiais também respondem a outros processos relacionados à megaoperação, incluindo denúncias de desvio de armamento e furto de peças de veículos, igualmente identificados por meio de câmeras corporais.

Em nota, o comando da Polícia Militar afirmou que não compactua com desvios de conduta e que pune com rigor eventuais crimes praticados por integrantes da corporação, sempre que os fatos são comprovados.

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