Filhotes de gambá-de-orelha-preta são soltos na Reserva da Juatinga após reabilitação

Filhotes de gambá-de-orelha-preta

Os filhotes de gambá-de-orelha-preta foram soltos na Reserva da Juatinga após passarem por um processo de reabilitação conduzido por órgãos ambientais do estado do Rio de Janeiro. A ação ocorreu na última quarta-feira (14), na Reserva Ecológica Estadual da Juatinga, localizada no município de Paraty, no litoral sul fluminense.

A reintrodução dos animais na natureza foi realizada por guarda-parques do Instituto Estadual do Ambiente, em parceria com o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres. Antes da soltura, os filhotes receberam cuidados veterinários especializados no centro localizado na região de Angra dos Reis e Paraty.

De acordo com a equipe técnica, os filhotes de gambá-de-orelha-preta passaram por avaliação clínica, acompanhamento alimentar e adaptação comportamental até estarem aptos a retornar ao ambiente natural. Após a alta, os animais foram levados para a unidade de conservação, onde foram soltos em área adequada ao seu habitat.

O secretário de Estado de Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, destacou o trabalho realizado pelos guarda-parques e ressaltou a importância da atuação cuidadosa durante o processo de soltura. Segundo ele, a ação exigiu atenção e preparo técnico para garantir a reintegração segura dos animais à natureza.

Comuns em áreas de Mata Atlântica, os gambás-de-orelha-preta são marsupiais de hábito noturno, solitários e excelentes escaladores. Onívoros e oportunistas, desempenham papel importante no equilíbrio ambiental, atuando no controle natural de insetos e pequenos vertebrados.

Uma característica curiosa da espécie é o comportamento conhecido como tanatose, quando o animal “se finge de morto” ao se sentir ameaçado. Além disso, pode liberar um odor forte como mecanismo de defesa contra predadores.

A legislação ambiental brasileira, por meio da Lei nº 9.605/98, considera crime ambiental maltratar ou matar animais silvestres, reforçando a importância de ações de preservação como a soltura dos filhotes de gambá-de-orelha-preta na Reserva da Juatinga.

Criada em 1992, a Reserva Ecológica Estadual da Juatinga ocupa uma área de aproximadamente 9.797 hectares e abriga remanescentes de Mata Atlântica, além de restingas, manguezais e costões rochosos. A unidade de conservação protege a biodiversidade local e a cultura tradicional caiçara, com comunidades distribuídas ao longo da costa.

Toda a área da reserva está inserida na Área de Proteção Ambiental do Cairuçu, unidade federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, fortalecendo o conjunto de ações voltadas à conservação ambiental no estado.

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