O transfer ban do Botafogo voltou a preocupar torcedores e dirigentes nesta segunda-feira (11), após a Fifa aplicar uma nova punição ao clube por causa de uma dívida com o Atlanta United, dos Estados Unidos, referente à contratação do argentino Thiago Almada em 2024.
Com a decisão, a SAF alvinegra fica proibida de registrar novos jogadores por prazo indeterminado, agravando ainda mais o cenário financeiro e esportivo do clube. A punição foi motivada pelo não pagamento de uma parcela do acordo feito com o time norte-americano.
O dono da SAF do Botafogo, John Textor, havia costurado um entendimento com o Atlanta United para quitar os valores pendentes a partir de fevereiro. No entanto, o clube não realizou o depósito previsto para março, o que levou a equipe dos Estados Unidos a acionar novamente a Fifa.
O Botafogo já vinha enfrentando punição relacionada à negociação de Almada desde 31 de dezembro. Em janeiro, Textor conseguiu aprovar um empréstimo e firmou um novo acordo para tirar o clube da lista de restrições.
Na ocasião, o alvinegro pagou uma parcela de 10 milhões de dólares, cerca de R$ 49,1 milhões na cotação atual, e se comprometeu a quitar outras quatro parcelas de 5 milhões de dólares cada, aproximadamente R$ 24,5 milhões. O acordo totalizava 30 milhões de dólares, sendo 21 milhões de dólares pela compra e outros 9 milhões de dólares referentes a bônus contratuais e repasse da venda ao Atlético de Madrid, da Espanha.
A falta de pagamento da parcela de março fez com que o Botafogo voltasse a ser punido pela entidade máxima do futebol. Ao todo, o clube soma três restrições em vigor neste momento.
Além do caso envolvendo Thiago Almada, o Botafogo também tem um transfer ban que impede o registro de reforços pelas próximas três janelas de transferências. Essa punição está ligada à falta de pagamento ao Ludogorets, da Bulgária, pela contratação do atacante Rwan Cruz.
Rwan chegou ao clube no ano passado, mas sequer permanece no elenco alvinegro. O jogador foi emprestado ao Real Salt Lake, dos Estados Unidos, e depois retornou ao próprio Ludogorets.
O Botafogo também enfrenta uma punição em nível nacional aplicada pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas, a CNRD, por não pagamento de uma das parcelas da mesma negociação envolvendo Rwan Cruz. Com isso, o clube já estava impedido de registrar novos atletas na CBF por seis meses.
A situação ocorre em meio a um momento delicado das contas da SAF. No balanço patrimonial divulgado no dia 1º de maio, o Botafogo informou ativo total de R$ 1,578 bilhão, valor superior ao registrado no fim de 2024, quando o montante era de R$ 1,413 bilhão.
Apesar do crescimento nos ativos, o passivo preocupa. A dívida do clube chegou a R$ 2,010 bilhões até o fim de 2025, aumento expressivo em relação aos R$ 1,554 bilhão registrados no encerramento de 2024.
Do total devido, R$ 662,756 milhões correspondem a obrigações de longo prazo. Já R$ 1,347 bilhão se refere a dívidas de curto prazo, com vencimento em até um ano.
A nova punição aumenta a pressão sobre John Textor e coloca o planejamento do Botafogo em alerta para as próximas janelas de transferências. Sem regularizar as pendências, o clube seguirá impedido de reforçar oficialmente o elenco.














