Ed Motta investigado por ofensas durante tumulto em restaurante da Zona Sul

Ed Motta

Ed Motta investigado por injúria por preconceito após uma confusão no Restaurante Grado, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O caso aconteceu no último dia 2 e é apurado pela Polícia Civil, por meio da 15ª DP, na Gávea.

Segundo depoimentos prestados à polícia, um funcionário do restaurante afirmou ter sido alvo de ofensas xenofóbicas atribuídas ao cantor. O barman relatou que Ed Motta teria usado expressões ofensivas contra nordestinos durante o tumulto.

O relato do funcionário também foi exibido pelo programa Fantástico, da TV Globo. A investigação apura se houve injúria por preconceito. Além disso, a Polícia Civil também analisa um caso de lesão corporal registrado durante a mesma confusão.

Discussão teria começado após cobrança de taxa de rolha

De acordo com as investigações, o desentendimento teria começado depois da cobrança de uma taxa de rolha. O funcionário contou que o cantor costumava frequentar o restaurante sozinho ou acompanhado da esposa sem pagar a cobrança.

Na noite da confusão, porém, Ed Motta estaria acompanhado de outras seis pessoas na mesa. Por esse motivo, segundo o depoimento, a taxa foi aplicada, o que teria provocado irritação no artista.

Outros funcionários do restaurante também prestaram depoimento e confirmaram a versão apresentada pelo barman à polícia. Um dos homens que acompanhavam o cantor, identificado como Nicholas Guedes Coppim, teria feito uma pergunta em tom irônico ao funcionário, deixando-o constrangido.

Conforme o relato registrado na delegacia, Ed Motta teria feito novas declarações ofensivas durante a discussão.

“Olha, o babaca está rindo. Nunca vi esse babaca rindo. Está sempre de mal com a vida, esse paraíba”, teria dito o cantor, segundo depoimento exibido pelo Fantástico.

Ainda de acordo com o relato, o artista teria afirmado:

“Vou embora antes que eu faça alguma coisa com um desses paraíbas”, conforme depoimento apresentado à Polícia Civil.

Imagens mostram cadeira sendo arremessada

Imagens analisadas pelos investigadores mostram que uma cadeira foi arremessada durante a confusão. Segundo a apuração, o objeto teria sido lançado pelo cantor, mas ninguém foi atingido.

O tumulto, que teria começado entre funcionários e pessoas que estavam na mesa do artista, acabou envolvendo também clientes de uma mesa próxima.

De acordo com registros obtidos pela investigação, uma pessoa que estava na mesa vizinha teria sido atingida por uma garrafada e um soco. Esse episódio é apurado como lesão corporal.

Nesse caso específico, Ed Motta aparece como testemunha. A Polícia Civil aguarda o depoimento do cantor, que é esperado para prestar esclarecimentos nesta terça-feira (12). Ele já havia sido intimado anteriormente, mas informou que estava viajando.

Defesa nega agressões e critica atendimento

A defesa de Ed Motta negou que o cantor tenha praticado agressões. Em declaração ao Fantástico, os representantes do artista afirmaram que ele deixou o restaurante indignado com o atendimento recebido no local.

O advogado de Nicholas Guedes Coppim informou que o cliente está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. Já a defesa de Diogo Couto, outro envolvido no episódio, declarou que ele repudia qualquer ato de violência.

O caso segue em investigação pela Polícia Civil do Rio, que deve analisar depoimentos, imagens e demais elementos para esclarecer as circunstâncias da confusão no restaurante.

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