A poucos dias da Semana Santa, período tradicionalmente marcado pelo aumento na procura por pescados, uma ação de fiscalização trouxe preocupação ao público. O caso dos alimentos impróprios no Cadeg ganhou repercussão após agentes descartarem mais de 14 quilos de produtos considerados inadequados para consumo.
A operação foi realizada por equipes da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor e do Procon-RJ no Mercado Municipal do Rio, localizado em Benfica, na Zona Norte. Durante a vistoria, os fiscais identificaram falhas graves no armazenamento e na manipulação de alimentos.
Entre os principais problemas encontrados estavam produtos sem qualquer identificação de validade ou data de manipulação. Além disso, agentes se depararam com azeitonas contendo larvas e mosquitos, um indicativo claro de falta de higiene e controle sanitário no local.
Outro ponto que chamou atenção foi a forma como pescados estavam sendo expostos ao público. Em oito estabelecimentos, os alimentos estavam sem proteção adequada, permitindo contato direto com consumidores — situação que aumenta significativamente o risco de contaminação.
A ação faz parte de uma força-tarefa iniciada ao longo da semana com foco na prevenção. A intensificação ocorre justamente por conta do aumento no consumo de peixes durante a Semana Santa, período em que a demanda cresce e exige ainda mais atenção das autoridades.
Dias antes, equipes também estiveram no Mercado de Peixes São Pedro, em Niterói, onde seis estabelecimentos foram notificados por irregularidades semelhantes. Os responsáveis foram orientados a corrigir os problemas imediatamente.
O secretário estadual de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, reforçou que o objetivo das ações é proteger a população de riscos à saúde.
— Estamos falando de saúde e segurança. Alimento não pode oferecer risco ao consumidor. Intensificamos as fiscalizações justamente para evitar que produtos impróprios cheguem à mesa da população — afirmou, em declaração oficial.
As autoridades também alertam que os consumidores devem redobrar a atenção na hora da compra, observando condições de higiene, armazenamento e conservação dos alimentos. Em casos suspeitos, a orientação é registrar denúncia nos canais oficiais.
Em nota, o Cadeg informou que funciona como um condomínio que reúne diversos lojistas e restaurantes, sendo cada estabelecimento responsável pela manipulação e comercialização dos seus produtos. A administração destacou ainda que a maioria dos comerciantes segue as normas sanitárias vigentes.
Mesmo assim, o episódio levanta um sinal de alerta em um dos centros gastronômicos mais conhecidos da cidade — especialmente em um momento em que a confiança do consumidor é essencial para garantir segurança à mesa.
E em períodos de alta demanda como a Semana Santa, a atenção a detalhes simples pode ser o que separa uma compra segura de um risco invisível.














