A viúva de policial baleado durante uma operação aérea no Rio emocionou seguidores ao publicar homenagens de despedida para Felipe Marques Monteiro, copiloto da Coordenadoria de Recursos Especiais, a Core. O agente morreu no domingo (17), após mais de um ano internado em decorrência de um tiro de fuzil na cabeça.
Keidna Marques, esposa do policial civil, compartilhou nas redes sociais vídeos, fotos e mensagens sobre os 423 dias em que acompanhou a recuperação do marido. Felipe havia sido baleado em março de 2025, durante uma operação policial na Vila Aliança, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.
Em uma das publicações, Keidna escreveu um texto de despedida e relembrou momentos vividos pelo casal durante o período de internação. Ela destacou a luta pela recuperação do policial e a esperança mantida ao longo do tratamento.
“Eu ainda estou anestesiada com tudo o que aconteceu, mas também muito grata por Deus ter me permitido cuidar de você nesses 423 dias em que não saí do seu lado. Nós acreditamos, cuidamos e lutamos para que você restabelecesse. Comemoramos cada mexida de mão, cada beijo, cada troca de olhar, cada gesto de carinho… e ver que, independente das condições, o nosso amor estava mais forte do que nunca”, escreveu Keidna Marques nas redes sociais.
A esposa de Felipe também contou que conseguiu se despedir do marido antes da morte. No relato, ela afirmou que os últimos dias permitiram que familiares e pessoas próximas demonstrassem carinho ao policial.
“Pudemos nos despedir, e Deus nos preparou durante quatro dias para que cada pessoa pudesse chegar até você e te passar palavras de carinho e conforto. Vou cuidar da Lara, como sempre te prometi, porque ela é nossa”, declarou.
Em outra publicação, Keidna compartilhou a última foto que tirou de Felipe ainda vivo. A imagem mostrava uma tatuagem feita pelo policial com o nome dela gravado na costela, gesto que ela relembrou com emoção.
“Uma tatuagem feita numa semana qualquer, sem data comemorativa, sem motivo especial além do que você sentia. Disse que era pra eternizar. Que eu soubesse que era a pessoa que você sempre pediu pra Deus. Eu lembro exatamente do dia em que você chegou, levantou a blusa e me mostrou do nada. E eu sem acreditar que você tinha realmente tatuado”, escreveu.
A viúva também descreveu a dor de se despedir do marido e de tocar novamente na tatuagem durante os últimos momentos.
“Ontem, ao passar a mão ali, eu não consegui conter a dor e as lágrimas. Porque aquela lembrança veio inteira no meu coração. Te amo eternamente”, completou Keidna.
Felipe Marques Monteiro estava internado desde 20 de março de 2025. Na ocasião, ele atuava como copiloto de uma aeronave do Serviço Aeropolicial da Core durante a Operação Torniquete, ação voltada contra uma quadrilha especializada em roubos de vans na Zona Oeste do Rio.
Segundo as investigações, o grupo criminoso teria causado prejuízo superior a R$ 5 milhões ao setor de transporte turístico somente em 2024. Durante o sobrevoo na comunidade da Vila Aliança, criminosos atiraram contra o helicóptero da Polícia Civil.
Felipe foi atingido na região da testa por um disparo de fuzil. O tiro perfurou o crânio do policial, que foi socorrido em estado gravíssimo e levado inicialmente para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon.
Depois, o agente foi transferido para o Hospital São Lucas Copacabana, onde permaneceu internado por meses. Durante o tratamento, passou por uma série de procedimentos de alta complexidade e ficou sob cuidados intensivos.
Nos dias que antecederam a morte, familiares informaram que o estado de saúde de Felipe era grave. Ele vinha recebendo medicações mais fortes para tentar conter uma infecção.
A morte do policial provocou comoção entre familiares, amigos, colegas de corporação e seguidores que acompanharam a luta pela recuperação. Nas redes sociais, as mensagens de Keidna transformaram a despedida em um relato de amor, dor e memória.














