A vítima de afogamento em Itaipuaçu registrada nesta quinta-feira (1º), em Maricá, na Região Metropolitana do Rio, foi identificada como Luiz Pedro Fortes dos Santos, de 70 anos. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Che Guevara, mas não resistiu. Luiz Pedro era pai de Merylin Camargo dos Santos, uma das jovens que morreram no incêndio da Boate Kiss, em 2013.
Merylin tinha 18 anos e era estudante quando perdeu a vida na tragédia ocorrida em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, episódio que comoveu o país e entrou para a história como um dos maiores desastres em ambientes fechados no Brasil. A morte do pai, mais de uma década depois, reacendeu a dor de uma família já marcada por uma perda profunda.
Em nota, o coletivo Kiss: que não se repita lamentou o falecimento de Luiz Pedro Fortes dos Santos.
Com profundo pesar e tristeza, o “Coletivo Kiss: que não se repita” comunica o falecimento de Luiz Pedro Fortes dos Santos, pai de Merylin Camargo dos Santos, vítima do incêndio da Boate Kiss. Manifestamos nossos mais sinceros sentimentos aos familiares e amigos neste momento de imensa dor, em especial aos filhos Cauê e Led. Seguiremos lutando por justiça, honrando a memória de todos e representando-os com amor, respeito e resistência, para que nunca sejam esquecidos. Que o reencontro com a Mery seja repleto de amor e paz.
O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, também se manifestou nas redes sociais.
Recebi com muita tristeza a notícia da morte do senhor Luiz Pedro Fortes dos Santos, de 70 anos, que se afogou na Praia de Itaipuaçu, no dia 1º. A história dele carrega uma dor que o Brasil inteiro conheceu. Ele era pai de Merylin Camargo dos Santos, uma das jovens que perdeu a vida no incêndio da Boate Kiss, em 2013. Uma família que já havia sido atravessada por uma tragédia profunda e agora enfrenta mais uma perda irreparável. Que Luiz Pedro descanse em paz e seja reencontrado no amor da filha Merylin, que partiu tão cedo e jamais será esquecido, escreveu.
O caso ocorre em um período de alerta para afogamentos no estado do Rio de Janeiro. Durante o Réveillon, o Corpo de Bombeiros registrou 1.026 resgates de vítimas de afogamento em todo o estado. Somente entre o Leme e São Conrado, na Zona Sul da capital, foram 547 resgates durante a virada do ano.
Segundo o tenente-coronel Fábio Contreiras, mesmo após o fim oficial do aviso de ressaca, o mar continua oferecendo riscos.
O aviso de ressaca se encerrou pela Marinha, mas o mar continua com muito risco para mergulho. A gente terá um ou dois dias até que o mar abaixe o nível de ondas e, mesmo assim, nessa condição de pós-ressaca, a gente tem a criação de valas, que são as correntes de retorno. O mar estará aparentemente mais calmo, mas ainda com muita energia. Dará aquela falsa sensação de segurança, que as pessoas acham que está calmo, entram e são levadas para o fundo. Continuamos com risco de afogamentos. As condições de banho não são propícias, alertou.
A Marinha do Brasil emitiu novo alerta de ressaca, com previsão de ondas de até três metros, a partir da tarde deste sábado (3), com validade até a manhã de segunda-feira (5). As autoridades reforçam a orientação para que banhistas evitem entrar no mar durante esse período.
A tragédia da Boate Kiss ocorreu na madrugada de 27 de janeiro de 2013, durante um show em Santa Maria, após o uso de um artefato pirotécnico que atingiu o teto do local. O incêndio liberou fumaça tóxica e resultou em 242 mortes e mais de 600 feridos, marcando de forma definitiva a história recente do país.














