Um vídeo divulgado nas redes sociais neste domingo (5) mostra um eleitor filmando urna eletrônica durante o momento da votação em Três Rios, no interior do Rio de Janeiro. Nas imagens, o homem digita o número do candidato Anderson Muriçoca (PRD) e, antes de confirmar o voto, faz um gesto obsceno em deboche ao candidato Jonas Dico (Podemos) e ao seu vice.
O registro, obtido pelo portal Rlagos Notícias, circula amplamente nas redes sociais e levantou suspeitas de violação do sigilo eleitoral. Pela legislação brasileira, é proibido o uso de celulares, câmeras ou qualquer equipamento de gravação dentro da cabine de votação, com o objetivo de preservar o caráter secreto e livre do voto.
De acordo com especialistas em direito eleitoral, a atitude pode configurar uma infração grave. O vídeo deve ser encaminhado à Justiça Eleitoral e à Polícia Federal, responsável pela apuração de crimes eleitorais, para verificar a autenticidade das imagens e identificar o autor da gravação.
Juristas ressaltam que filmar ou fotografar o voto é uma prática ilegal, que pode resultar em multa e até detenção, dependendo da gravidade do caso. A pena prevista pode variar de acordo com a intenção do eleitor e as circunstâncias em que o ato ocorreu.
Além de violar o sigilo do voto, o gesto obsceno registrado nas imagens foi considerado desrespeitoso por apoiadores do candidato Jonas Dico. A equipe do político ainda não se pronunciou oficialmente sobre o episódio.
A Justiça Eleitoral reforça que o uso de celulares é permitido apenas fora da cabine de votação. Os eleitores são orientados a deixar o aparelho sob a supervisão dos mesários enquanto realizam o voto, garantindo assim o sigilo e a integridade do processo eleitoral.
O vídeo do eleitor filmando urna em Três Rios reacende o debate sobre segurança e fiscalização nas seções eleitorais. O caso deve servir de alerta para o reforço de medidas de controle no segundo turno, previsto para o fim deste mês.














