Ventos fortes causam caos no RJ: Trens com trechos paralisados e atrasos impactam passageiros

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Ventos Fortes no RJ: Trens com Trechos Suspensos e Atrasos Afetam Milhares de Passageiros Após Temporal Devastador

O Rio de Janeiro ainda sente os efeitos do forte temporal que atingiu a cidade na última segunda-feira (29/07). Ventos intensos, que ultrapassaram os 105 km/h em alguns pontos, causaram uma série de transtornos, com destaque para a suspensão de trechos e atrasos significativos na operação dos trens urbanos.

Na manhã desta terça-feira (30/07), o ramal Japeri da SuperVia opera de forma parcial, com a circulação de trens interrompida entre as estações Comendador Soares e Japeri. A operação entre Nova Iguaçu e Central do Brasil ocorre com intervalos de aproximadamente 20 minutos. O ramal Saracuruna também exige baldeação e opera com maiores intervalos.

Esses problemas na malha ferroviária ocorrem após um dia de caos na capital fluminense, que registrou quedas de árvores, destelhamentos, apagões e, tragicamente, duas mortes. O Centro de Operações Rio chegou a acionar o Estágio 2 de emergência devido às condições climáticas adversas. Conforme informações divulgadas pela TrensRio, operadora dos trens urbanos na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, técnicos já atuam para restabelecer os serviços afetados.

Impactos na Malha Ferroviária e Transporte Público

A operação parcial do ramal Japeri afeta diretamente milhares de passageiros que dependem desse modal para o deslocamento diário. A suspensão entre Comendador Soares e Japeri, assim como na extensão Paracambi, é um reflexo direto do mau tempo do dia anterior. A TrensRio informou que a operação entre Nova Iguaçu e Central do Brasil está com intervalos de cerca de 20 minutos.

No ramal Saracuruna, a exigência de baldeação entre Gramacho e Saracuruna, na estação Campos Elíseos, e os intervalos de 20 minutos entre Gramacho e Central do Brasil também geram longas filas e transtornos. Os trechos Santa Cruz, Deodoro, Belford Roxo, Vila Inhomirim e Guapimirim funcionam normalmente.

Temporal Devastador Deixa Rastro de Destruição e Vítimas

O temporal que varreu o Rio de Janeiro na segunda-feira provocou cenas de destruição em diversas partes da cidade. O Sistema Alerta Rio registrou ventos de mais de 105 km/h, que derrubaram árvores, arrancaram telhados e causaram apagões em bairros das zonas sul, centro e oeste. A Light, concessionária de energia, informou que a falha foi externa ao sistema de distribuição e que o fornecimento foi restabelecido.

Duas mortes foram confirmadas após a queda de um muro em Santa Teresa, na região central da capital. Os bombeiros também realizam buscas por uma pessoa desaparecida após o naufrágio de uma pequena embarcação em Mambucaba. Ao todo, 185 ocorrências foram registradas no estado, a maioria na capital, segundo o secretário de Estado de Defesa Civil, coronel Tarciso Antônio de Salles Junior.

Aeroportos e Energia Elétrica Sob Efeito do Mau Tempo

Os aeroportos da cidade também sofreram com as condições climáticas. O Aeroporto Santos Dumont suspendeu suas operações por mais de duas horas devido à falta de energia, retornando apenas após vistoria e limpeza da pista. Nove voos foram alternados para outros aeroportos e sete decolagens foram canceladas. O Aeroporto do Galeão (GIG) desviou cinco voos por conta do mau tempo.

A falta de energia elétrica afetou também as cidades de Paraty e Angra dos Reis, conforme confirmado pela concessionária Enel. A Polícia Militar do Rio de Janeiro reforçou o policiamento em diversos pontos da cidade para garantir a segurança da população.

Vítimas e Danos em São Paulo

O temporal também causou transtornos em São Paulo, onde a Defesa Civil confirmou três mortes. Uma em Santos, no litoral, e outra em Cesário Lange, no interior, onde uma árvore caiu sobre um veículo. Em Laranjal Paulista, uma mulher ficou ferida. Uma terceira morte ocorreu na travessia entre Ilhabela e São Sebastião, com o naufrágio de uma embarcação.

Moradores de Peruíbe relataram destelhamentos e árvores caídas. As rajadas de vento mais intensas registradas em São Paulo ultrapassaram os 120 km/h, com índices de até 124,9 km/h em Itaporanga e Itaí, segundo a Defesa Civil.

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