O velório de Arlindo Cruz será realizado neste sábado (9) na quadra do Império Serrano, em Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo a família, haverá um momento reservado aos mais próximos, mas a despedida será aberta ao público e contará com um gurufim — roda de samba repleta de emoção e reverência, como o sambista sempre desejou.
Arlindo Cruz morreu nesta sexta-feira (8), aos 66 anos, após falência múltipla dos órgãos. Ele estava internado desde abril no hospital Barra D’Or, na Zona Oeste, devido a uma pneumonia. A morte foi confirmada pela esposa, Babi Cruz.
Nascido em Piedade, no subúrbio do Rio, Arlindo começou a tocar cavaquinho aos seis anos e, na década de 1980, integrou o grupo Fundo de Quintal. Ao longo da carreira, escreveu sucessos gravados por nomes como Beth Carvalho e Zeca Pagodinho, além de sambas-enredos para escolas como Império Serrano, Grande Rio e Vila Isabel.
Sua trajetória também inclui participações em programas de TV, como o Esquenta!, e vitórias no carnaval carioca, sendo campeão do Grupo Especial em 2013 com a Vila Isabel. Em 2017, um AVC o afastou dos palcos, mas ele continuou sendo uma das vozes mais importantes do samba. Arlindo deixa a esposa, Babi Cruz, e dois filhos, Arlindinho e Flora.














