O vandalismo na escultura do Curumim voltou a ser registrado na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio, gerando indignação entre moradores e frequentadores da região. A obra de bronze teve partes furtadas e precisou ser retirada para passar por restauração.
Mesmo localizada em uma pequena ilha dentro da lagoa, a escultura foi alvo de criminosos, que levaram um dos braços, o arco e parte da perna da peça. O caso não é isolado, já que a obra já havia sofrido outros episódios de depredação anteriormente.
A restauração está sendo conduzida pelo artista plástico Luiz Correia de Araújo, filho do criador da escultura. Ele lamentou o ocorrido e destacou a importância de recuperar a peça, que possui valor histórico e cultural para a cidade.
“Já tem uns 3 anos que não acontecia nada, mas recentemente ele foi de novo depredado e levaram a coxa e o braço dele. A oportunidade de reformar o índio e deixar ele como era em 1979 é muito gratificante pra mim, artista e como filho do autor da peça que me ensinou a esculpir”, disse, em depoimento ao Bom Dia Rio.
Segundo o artista, fatores como a falta de iluminação adequada e de monitoramento na área contribuem para a repetição de ações criminosas no local.
De acordo com a Prefeitura do Rio, a escultura foi retirada para restauração e há estudos em andamento para reforçar a estrutura da peça, com o objetivo de evitar novos danos no futuro.
A Polícia Militar informou que não foi acionada para a ocorrência. O episódio reacende o debate sobre a proteção de patrimônios públicos em áreas abertas da cidade, especialmente em pontos turísticos bastante frequentados.














