A Unirio suspende aluno suspeito de estupro coletivo em Copacabana por 120 dias e determinou que ele não poderá circular em nenhuma área da instituição durante esse período. A decisão foi divulgada na noite de segunda-feira (2) e foi assinada diretamente pelo reitor José da Costa Filho.
Com a medida, o estudante fica impedido de frequentar salas de aula, laboratórios de ensino e pesquisa, bibliotecas, restaurante universitário e quaisquer espaços de convivência da universidade. O aluno é do curso de Ciências Ambientais.
Em nota, a instituição afirmou que a suspensão foi adotada diante da gravidade das acusações e destacou que repudia qualquer forma de violência contra mulheres. A universidade também manifestou solidariedade à vítima e informou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
O caso envolve quatro homens indiciados por estupro com concurso de pessoas. São eles: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho, Mattheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin. Um adolescente também é investigado por ato infracional análogo ao crime, com procedimento tramitando na Vara da Infância e Juventude.
Todos os maiores de idade têm mandados de prisão em aberto e são considerados foragidos. A Justiça negou pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de três deles.
Também na segunda-feira (2), o Colégio Pedro II informou que dois dos suspeitos já haviam sido alvo de advertências e suspensões por comportamento inadequado na unidade Humaitá II. A instituição abriu processo administrativo para o desligamento dos estudantes matriculados.
Segundo as investigações da 12ª DP (Copacabana), a adolescente de 17 anos teria sido convidada por um colega para ir a um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana, na noite de 31 de janeiro. De acordo com o relato prestado às autoridades, outros rapazes teriam entrado no quarto durante o encontro e passado a agir contra a vontade da jovem.
A polícia segue apurando o caso, que gerou forte repercussão e mobilização nas redes sociais. O andamento das investigações e as decisões judiciais podem trazer novos desdobramentos nos próximos dias, mantendo o caso sob atenção da sociedade.














