PM apura suspeita de tráfico impor provedor de internet e até marca de água em Macaé

PM apura suspeita de tráfico

Operação do 32º BPM encontrou relatos de restrição à atuação de empresas no Parque Aeroporto; quatro pessoas foram levadas à delegacia

Uma ação de inteligência da Polícia Militar apura a suspeita de que traficantes estejam interferindo diretamente na atividade comercial no Parque Aeroporto, em Macaé, impondo desde o provedor de internet autorizado a atender moradores até a marca de água mineral que poderia ser vendida na região. A operação foi realizada na manhã desta quarta-feira, dia 2 de setembro, por policiais do 32º BPM (Macaé).

Equipes do Grupamento de Ações Táticas (GAT) e do Serviço de Inteligência (P-2) realizaram abordagens a veículos, pessoas e estabelecimentos ligados ao fornecimento de internet. Segundo informações levantadas, uma empresa seria a única do segmento que não havia sofrido ações de vandalismo na localidade.

Durante as diligências, uma testemunha afirmou que estava em um dos estabelecimentos por orientação de integrantes do tráfico e que outros provedores não estariam “autorizados” a atuar naquela região. O relato foi registrado pela câmera corporal de um dos PMs. Como a documentação solicitada no local não foi apresentada, os envolvidos foram conduzidos à 123ª DP (Macaé).

ATÉ A ÁGUA

A operação também apura a suspeita de que comerciantes estejam sendo obrigados a vender exclusivamente água mineral de uma determinada marca. Em um estabelecimento fiscalizado, o responsável afirmou aos policiais que apenas aquela marca poderia ser comercializada e que haveria ainda um valor mínimo estipulado.

Ao todo, quatro pessoas foram levadas à delegacia. Os PMs também arrecadaram um rolo de fibra óptica, um notebook, ordens de serviço e 13 galões de água mineral.

O material e os relatos obtidos durante a operação serão analisados pela Polícia Civil, responsável pela investigação do caso.

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