TJRJ confirma denúncia contra policial civil suspeito de apoiar milícia na Baixada Fluminense

Carro da Polícia do Rio

O TJRJ confirma denúncia contra policial civil Flávio Cordeiro Candreva, preso durante operação conjunta da Polícia Civil com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Ele é acusado de fornecer armas e dar cobertura a milicianos que atuavam em Queimados, na Baixada Fluminense. A decisão foi tomada pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça.

Na mesma ação, também foi preso Paulo Alberto de Lima, ex-funcionário da Secretaria Municipal de Assistência Social de Queimados. Já a prisão de João Carlos Lustosa da Costa, conhecido como João Jacutinga e apontado como chefe da quadrilha, foi mantida. Outras duas pessoas seguem foragidas.

De acordo com as investigações, o policial usava a própria posição para tentar impedir operações contra o grupo. Já o servidor municipal teria chegado a utilizar um carro do Conselho Tutelar para transportar integrantes da milícia e intermediar encontros entre líderes.

O esquema de extorsão explorava os bairros de Fanchem, Porteira e Paraíso. Comerciantes e mototaxistas eram obrigados a pagar taxas de segurança sob ameaça armada. Em alguns casos, os criminosos chegavam a confiscar as chaves das motocicletas para pressionar o pagamento. Para dar aparência de legalidade, o grupo criou a fachada de uma empresa chamada Mibius Segurança Privada, que distribuía cartões e chaves PIX para recolhimento do dinheiro.

O juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira destacou que os réus responderão pelos crimes de milícia privada e extorsão qualificada. Também foram citados na investigação Carlos de Paula Souza, destinatário de transferências bancárias do grupo, além de João Jacutinga e Daniel Temporim Tete Machado, ex-militar do Exército suspeito de ligação com outra milícia em Curicica.

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