Os votos de Moraes e Dino para condenação de Bolsonaro tiveram repercussão imediata na imprensa internacional. Veículos de destaque como The Guardian e The Washington Post noticiaram que os ministros do Supremo Tribunal Federal foram firmes ao apontar o ex-presidente como líder da tentativa de golpe e de uma organização criminosa armada.
O Washington Post ressaltou que o voto de Alexandre de Moraes levou Bolsonaro “um passo mais perto de conhecer seu destino”, reforçando o peso das acusações. O jornal norte-americano detalhou que o ministro considerou o ex-chefe do Executivo o articulador de uma conspiração que tentou minar o Estado Democrático de Direito no Brasil.
Já o The Guardian descreveu que Bolsonaro “liderou uma organização criminosa que buscava mergulhar o Brasil de volta à ditadura”, classificando o plano como um projeto autoritário que envolvia desinformação em larga escala e possíveis ações violentas. A publicação ainda destacou a posição de Flávio Dino, que acompanhou Moraes no voto pela condenação de todos os réus, mas pontuou diferentes níveis de responsabilidade entre os acusados.
Outros veículos, como a Bloomberg, Associated Press, Clarín e BBC, também repercutiram o julgamento, chamando-o de histórico e enfatizando que Bolsonaro está “a um passo” da condenação. Segundo a imprensa estrangeira, a pressão sobre o ex-presidente cresce à medida que o STF se aproxima da maioria para uma decisão que pode somar até 43 anos de prisão.
A Primeira Turma do Supremo deve retomar a sessão nesta quarta-feira (10), com o voto do ministro Luiz Fux, seguido pelos demais integrantes do colegiado. O julgamento definirá não apenas o futuro político e criminal de Bolsonaro, mas também será um marco no enfrentamento às tentativas de ruptura democrática no Brasil.














