Um bolsão de água de grandes proporções ocupa um trecho da Avenida Atlântica, na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, há pelo menos duas semanas. O problema afeta quem anda a pé e quem tenta estacionar perto da orla.
A poça gigante está acumulada na altura entre as ruas Xavier da Silveira e Miguel Lemos. O acúmulo começou depois das chuvas no início de setembro e não secou mais, mesmo nos dias de sol firme e calor na cidade.
Água acumulada na orla força pedestres a andar no meio dos carros
Quem passa pelo calçadão e pela pista de serviço da Avenida Atlântica precisa fazer malabarismos para não pisar na água suja. Em vários momentos do dia, pedestres, idosos e pessoas com carrinho de bebê precisam ir para a pista de rolamento, dividindo espaço com os veículos para conseguir atravessar o trecho.
Além do perigo de atropelamento para os pedestres, motoristas que tentam parar nas vagas de estacionamento ao longo da orla também enfrentam dificuldades. A água parada cobre a sarjeta e impede a desembarque com segurança, obrigando os passageiros a pisarem direto no alagamento.
Moradores e comerciantes da região afirmam que o problema pode estar ligado a uma falha no sistema de escoamento da chuva. A principal suspeita de quem vive no bairro é de que os ralos e bueiros daquele trecho estejam totalmente entupidos por areia da praia e lixo, ou até mesmo que faltem bueiros adequados na extensão da via.
O que diz a Prefeitura do Rio sobre o alagamento?
Procurada para falar sobre a situação em Copacabana, a Prefeitura do Rio de Janeiro informou que a Secretaria Municipal de Conservação (Seconserva) já foi acionada para resolver o problema na orla.
O secretário municipal de Conservação, Diego Vaz, determinou o envio imediato de uma equipe técnica ao local entre a Xavier da Silveira e a Miguel Lemos. Os técnicos vão vistoriar a rede de drenagem para identificar a causa exata do acúmulo de água e fazer a limpeza ou desobstrução das galerias de águas pluviais.
Como o problema impacta a rotina de quem passa por Copacabana?
Copacabana é um dos bairros mais movimentados do Rio de Janeiro, com grande fluxo diário de moradores, trabalhadores e turistas. A permanência do bolsão de água por tanto tempo gera riscos à saúde pública e à segurança no trânsito local.
A água parada, além de exalar mau cheiro após dias de exposição ao sol, pode se tornar foco de atração de vetores e insetos. Para quem depende do transporte público ou caminha diariamente rumo às estações de metrô Cantagalo ou Siqueira Campos, o desvio pela pista aumenta o risco de acidentes, principalmente no período da noite, quando a visibilidade diminui.
Como pedir manutenção de calçadas e bueiros na sua rua?
Quando houver problemas de bueiros entupidos, alagamentos constantes ou buracos nas vias públicas do Rio de Janeiro, o cidadão deve registrar um pedido formal nos canais de atendimento do município.
- Central 1746: Atendimento telefônico 24 horas por dia, todos os dias da semana, ligando para o número 1746.
- Aplicativo 1746 Rio: Disponível gratuitamente para celulares Android e iOS. É possível anexar fotos da poça ou do bueiro entupido e indicar o endereço exato com mapa.
- Site Oficial: Pelo portal 1746.rio.gov.br, preenchendo a solicitação na aba de Drenagem e Conservação.
- WhatsApp do 1746: Pelo telefone (21) 3460-1746, o cidadão pode enviar mensagens com o relato e o local da ocorrência.
O que esperar para os próximos dias na Avenida Atlântica?
A expectativa de quem mora e trabalha em Copacabana é que a equipe da Secretaria Municipal de Conservação realize a desobstrução das galerias antes do próximo período de chuvas fortes na capital. A Prefeitura do Rio não deu um prazo exato para a conclusão dos trabalhos, mas prometeu prioridade na vistoria da Avenida Atlântica.
O jornal Povo na Rua continuará acompanhando a situação na orla para verificar se o serviço de drenagem será executado e se o trânsito de pedestres no local voltará ao normal sem riscos à população.














