Homem e preso no Recreio acusado de abusar das filhas por 7 anos

Policiais civis da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) prenderam, na manhã desta sexta-feira (18), um homem de 39 anos acusado de abusar sexualmente das duas filhas no Rio de Janeiro. Ele foi localizado em um posto de gasolina na região com R$ 40 mil em dinheiro e tentava fugir.

A investigação começou um dia antes, na quinta-feira (17), quando a mãe das jovens procurou a delegacia após descobrir o crime. A filha mais nova, que hoje tem 13 anos, criou coragem e contou para a irmã mais velha que sofria os abusos desde os 6 anos de idade. Ao ouvir o relato, a irmã mais velha revelou que também tinha sido vítima do próprio pai no passado.

Prisão do acusado de abuso contra as filhas no Recreio

Segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, os crimes aconteciam dentro da casa da família nos momentos em que a mãe saía para trabalhar. A filha mais velha contou que só conseguiu se livrar dos abusos quando saiu de casa, aos 16 anos. Foi a partir da saída da primogênita que o investigado passou a focar as investidas criminosas na filha menor.

Assim que soube da situação pelas filhas, a mãe confrontou o marido por telefone. No diálogo, ele teria admitido os atos cometidos contra as meninas. Sem hesitar, a mulher foi imediatamente à delegacia do Recreio dos Bandeirantes para registrar a ocorrência e pedir ajuda às autoridades policiais.

A equipe da 42ª DP iniciou as buscas assim que tomou conhecimento do caso. O homem, identificado como Evaldo Conceição Chaves, foi surpreendido pelos agentes em um posto de combustíveis da zona oeste da capital. Os R$ 40 mil em espécie apreendidos com ele indicavam que o suspeito planejava sumir da cidade após ser descoberto.

O que muda na situação do investigado?

Diante da gravidade dos fatos e do risco concreto de fuga, a Polícia Civil pediu a prisão temporária do investigado ao Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O pedido foi aceito rapidamente pelo juiz de plantão, fixando a prisão inicial pelo prazo de 30 dias.

Evaldo responderá por dois crimes de estupro de vulnerável em continuidade delitiva. A pena pode ser aumentada significativamente pelo fato de ele ser pai das vítimas. O detido foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição das autoridades enquanto as investigações prosseguem.

Como fica a região e o atendimento às vítimas?

O caso provocou forte comoção entre os moradores da Zona Oeste do Rio de Janeiro. A Polícia Civil informou que as duas jovens e a mãe receberão apoio para encaminhamento à rede de proteção social e psicológica do estado, medida fundamental para o acompanhamento de vítimas de violência doméstica e sexual.

As investigações continuam na 42ª DP para recolher novos depoimentos e juntar laudos periciais ao processo. A polícia quer garantir que todas as provas sejam anexadas ao caso antes do envio do relatório final ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

Como denunciar casos de abuso infantil?

A população do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense pode denunciar suspeitas ou casos confirmados de abuso sexual contra crianças e adolescentes de forma totalmente anônima. A denúncia é fundamental para interromper ciclos de violência dentro e fora do ambiente familiar.

  • Disque Denúncia: Ligue para o telefone (21) 2253-1177. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, com garantia de sigilo absoluto.
  • Disque 100: O Direitos Humanos atende em todo o Brasil, gratuitamente, recebendo relatos de violações contra crianças e adolescentes.
  • Delegacias da Mulher: Casos que envolvem violência de gênero e familiar podem ser registrados na DCAV (Delegacia de Criança e Adolescente Vítima) ou na DEAM mais próxima. Em emergências, acione a Polícia Militar pelo 190.

O que fazer se você souber de uma vítima de violência?

Se você suspeita que alguma criança ou adolescente está passando por situações de violência ou abuso, não tente investigar por conta própria. O mais seguro é procurar imediatamente o Conselho Tutelar do seu bairro ou município, ou ir direto à delegacia de Polícia Civil mais próxima.

O registro de ocorrência pode ser feito pela própria mãe, familiares, professores ou qualquer pessoa que tome conhecimento do fato. Não é necessário ter provas periciais em mãos no momento de avisar a polícia: a investigação e os exames necessários serão encaminhados pelos próprios agentes de segurança pública.

Limpatech