Tarifa de 50% de Trump impacta exportações do Rio de Janeiro

Base de petróleo no Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro é o segundo estado brasileiro mais afetado pela tarifa de 50% de Trump sobre produtos importados do Brasil. Segundo dados da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), o estado exportou US$ 7,2 bilhões para os Estados Unidos em 2024, representando 17,9% do total enviado pelo país ao mercado americano. A medida pode comprometer principalmente as vendas de óleos brutos de petróleo, aço e combustíveis, que lideram a pauta exportadora fluminense.

Segundo o Estadão Conteúdo, a tarifa, anunciada pelo ex-presidente americano Donald Trump, atinge duramente o setor produtivo do Sudeste, responsável por mais de 70% das exportações brasileiras aos EUA no ano passado. São Paulo ocupa o primeiro lugar com US$ 13,5 bilhões exportados, seguido do Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Especialistas alertam que a sobretaxa inviabiliza o comércio de diversos produtos com os americanos. “O impacto sobre a indústria fluminense será expressivo, já que não há produto que suporte uma sobretaxa tão elevada”, afirmou Larissa Wachholz, pesquisadora do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri).

O Porto de Itaguaí e o Porto do Rio de Janeiro figuram entre os principais pontos de saída de mercadorias para o mercado americano, o que reforça a preocupação com os efeitos da medida sobre a economia regional.

Entidades empresariais defendem que o Brasil aposte em diálogo e diplomacia para evitar maiores danos ao setor produtivo. “A indústria precisa diversificar mercados e não depender tanto de um único parceiro comercial”, pontuou Wachholz.

Enquanto isso, o governo federal estuda formas de negociar a suspensão da tarifa e minimizar os impactos sobre a economia nacional.

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