O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, esclareceu os motivos que o levaram a vetar a contratação do atacante irlandês Mikey Johnston, do West Bromwich, da Inglaterra. Em entrevista à Flamengo TV, o dirigente afirmou que a decisão foi tomada com base em relatórios médicos e nas necessidades do clube para a temporada.
“Por que não? Porque o relatório médico no clube de lá diz que ele está apto para jogar 1.800 minutos ao ano. Quanto já jogou esse ano? 900. Então eu vou trazer um jogador para jogar 900 minutos quando eu ainda tenho que jogar 4 mil? São escolhas que você tem que fazer. Não é contra o atleta, é a favor do Flamengo. Ele pode ser ótimo atleta, ótimo profissional, mas para as necessidades do Flamengo, neste momento, na minha opinião, não era o ideal”, afirmou Bap.
A negociação previa o pagamento de 5 milhões de libras (cerca de R$ 37 milhões) ao clube inglês. Mikey Johnston, inclusive, já tinha passagem comprada para o Rio de Janeiro quando a negociação foi interrompida.
Segundo o presidente, a decisão foi baseada em uma avaliação criteriosa que envolveu o departamento de scout, a comissão técnica de Filipe Luís e o setor médico do clube. “Esse processo é mais longo, é mais penoso, mas ele traz muito mais certeza e acuracidade no final das coisas. E benefício ao longo prazo”, acrescentou.
O veto gerou desconforto com o diretor de futebol José Boto, que chegou a cogitar deixar o cargo. No entanto, Bap minimizou a situação. “Alguém tem que chegar no final das contas e tomar a decisão. É claro que o presidente interfere, mas sempre com base em análises. O meu papel é garantir que as avaliações sejam feitas com os critérios certos”, completou.
Agora, o Flamengo segue em busca de reforços para a sequência da temporada, com a intenção de atender às necessidades do elenco sem comprometer a saúde financeira do clube.














