Suspeito de estupro coletivo em Copacabana é preso e levado para 12ª DP

Mattheus Veríssimo Zoel Martins

O suspeito de estupro coletivo em Copacabana foi preso na manhã desta terça-feira (3) e levado para a 12ª DP (Copacabana). Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos, se apresentou na unidade policial acompanhado de um advogado e teve o mandado de prisão cumprido.

Ele é um dos quatro homens indiciados por estupro coletivo qualificado — por envolver vítima menor de idade — e também por cárcere privado. Os demais investigados são Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, além de João Gabriel Xavier Bertho, de 19. As penas podem chegar a 18 anos de prisão.

Um adolescente de 17 anos também é apontado como envolvido no caso. De acordo com as investigações da 12ª DP, ele teria atraído a jovem para o apartamento onde os fatos ocorreram. O procedimento relacionado ao menor foi encaminhado à Vara da Infância e Juventude.

Segundo o relatório policial, a vítima foi convidada por mensagem para ir ao imóvel em Copacabana no dia 31 de janeiro. No elevador do prédio, ela teria ouvido insinuações de que fariam “algo diferente”, às quais afirmou ter se oposto.

Conforme o depoimento prestado à polícia, durante o encontro outros jovens entraram no quarto onde ela estava e, mesmo após manifestações de recusa, passaram a agir contra sua vontade. A investigação aponta que a situação evoluiu para violência coletiva.

A jovem relatou que foi impedida de deixar o local e que sofreu agressões físicas durante o episódio. Após sair do apartamento, enviou mensagem a familiares relatando o que havia ocorrido.

Em entrevista ao RJ2, da TV Globo, a avó da adolescente declarou:

— Quando eu me deparei com ela e falei: “Filha, o que houve?”. Aí foi quando ela suspendeu o vestido mais ou menos até aparecer a nádega, e eu fiquei desesperada. E só catei os documentos e falei: “Vamos para a delegacia”. Ela se sentia muito culpada e dizia querer desistir da vida por vergonha, porque achava que, por onde ela passasse, todo mundo iria apontá-la como estuprada e como culpada. Ela está conseguindo se conscientizar de que ela não tem culpa, de que ela não está sozinha e de que ela importa.

A Polícia Civil segue investigando o caso e busca esclarecer todos os detalhes do ocorrido. O andamento do processo e as próximas decisões judiciais

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