O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na noite desta quarta-feira (7) o pedido de afastamento de Ednaldo Rodrigues da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A solicitação havia sido apresentada pela deputada federal Daniela do Waguinho (União Brasil), mas foi considerada “incabível” neste momento.
Na mesma decisão, o ministro também rejeitou a suspensão do acordo firmado no início do ano que possibilitou a permanência de Ednaldo Rodrigues à frente da entidade. A petição, neste caso, foi feita por Fernando Sarney, vice-presidente da CBF, que também teve sua participação na ação considerada sem fundamento.
“Não havia, à época, quaisquer elementos nos autos que levassem à compreensão ou sequer suspeitas de ocorrência de simulação, fraude ou incapacidade civil dos envolvidos”, escreveu Gilmar Mendes ao justificar sua decisão.
Apesar de indeferir os pedidos, o ministro determinou ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro a apuração imediata e urgente dos fatos narrados nas petições. Um dos pontos levantados diz respeito à suposta falsificação da assinatura de Coronel Nunes, ex-presidente da CBF, no documento que homologou o acordo favorável a Ednaldo.
A permanência de Ednaldo Rodrigues no comando da CBF tem gerado controvérsia nos bastidores da entidade, com disputas políticas e tentativas judiciais para contestar sua liderança. Ele assumiu a presidência oficialmente em março de 2022, após a saída de Rogério Caboclo, e desde então vem enfrentando resistência de setores internos.
O acordo que manteve Ednaldo no cargo foi assinado com o Ministério Público e homologado judicialmente, encerrando disputas anteriores sobre a validade do processo eleitoral que o elegeu. A nova tentativa de afastamento, no entanto, reacendeu o debate e trouxe novas acusações à tona.
Com a decisão do STF, Ednaldo Rodrigues permanece à frente da CBF, mas as investigações determinadas por Gilmar Mendes podem trazer novos desdobramentos nas próximas semanas. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro deverá avaliar a autenticidade dos documentos apresentados no acordo, incluindo a assinatura do Coronel Nunes.
A defesa de Ednaldo ainda não se pronunciou oficialmente sobre a decisão, mas aliados próximos classificaram a manutenção no cargo como uma vitória institucional. Já a deputada Daniela do Waguinho ainda não comentou o indeferimento de sua petição.














