Belford Roxo tem pior índice socioeconômico do RJ, aponta Firjan

Belford Roxo

Dados do portal G1, apontam uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) apontou que Belford Roxo ocupa a pior posição no índice socioeconômico entre os 92 municípios fluminenses. Divulgado nesta quinta-feira (8), o estudo mostra ainda que nenhuma cidade do estado foi classificada como de alto desenvolvimento socioeconômico, o que coloca o Rio de Janeiro em posição delicada em relação aos demais estados do Sudeste.

Com base em dados de 2023, a Firjan avaliou os municípios a partir de três eixos: geração de empregos, acesso à saúde e qualidade da educação pública. O levantamento mostra que o Rio de Janeiro é o único estado do Sudeste sem uma cidade no nível mais alto de desenvolvimento, enquanto outros estados da região conseguiram bons desempenhos em várias localidades.

Em Belford Roxo, os moradores relatam dificuldades para encontrar empregos formais, além de problemas no acesso à saúde pública e deficiências na educação municipal, como falta de professores nas escolas. Esses fatores contribuíram para que o município fosse o único do estado classificado como de nível crítico no índice da Firjan.

Na Baixada Fluminense, o cenário também é preocupante. Dos municípios da região, apenas Itaguaí atingiu nível moderado. Os demais 11 municípios da Baixada foram classificados com desenvolvimento baixo.

As cidades mais bem avaliadas no ranking estadual – todas com nível moderado – foram:

  • Rio de Janeiro

  • Volta Redonda

  • Resende

  • Piraí

  • Macaé

Mesmo com a melhor posição entre as cidades fluminenses, a capital teve o pior índice entre as capitais do Sudeste e ficou em 6º lugar no ranking nacional das capitais. Já Niterói, que anteriormente liderava o índice estadual, caiu para a 11ª posição, reflexo da queda na geração de empregos, da redução de renda e do lento avanço em saúde e educação.

A Prefeitura de Belford Roxo informou que a atual gestão assumiu em janeiro de 2025 e encontrou o município com uma dívida de aproximadamente R$ 1 bilhão. A administração afirma estar empenhada em melhorar os indicadores de saúde e educação, reconhecendo os desafios herdados.

Já a Prefeitura do Rio destacou que vem investindo fortemente em políticas públicas. Entre as ações mencionadas estão a inauguração do Super Centro Carioca de Saúde, duas novas maternidades, quatro clínicas da família, uma UPA e onze centros de saúde especializados. Além disso, a cidade foi a capital brasileira que mais avançou no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) em 2024 e gerou mais de 330 mil novos empregos entre 2021 e 2024, segundo a nota oficial.

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