Vasco vai à Justiça por Maracanã e Pedrinho cobra jogos de 2026

O presidente do Vasco, Pedrinho, declarou que vai intensificar a briga judicial contra Flamengo e Fluminense pelo uso do Maracanã. A diretoria tenta mandar a semifinal continental no local e promete contestar a concessão pública do estádio.

Vasco contesta licitação e cobra acordo por quatro jogos

A diretoria cruz-maltina acionou o Poder Judiciário para conseguir atuar no Maracanã diante do Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana. Além dessa partida decisiva, Pedrinho afirmou publicamente que pretende questionar o resultado da licitação vencida pelos dois rivais em 2024.

Segundo o mandatário vascaíno, houve um acordo verbal e operacional feito com o mandatário rubro-negro, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap. O pacto previa que os clássicos do Campeonato Brasileiro do ano anterior tivessem torcida dividida em troca da cessão de datas no Maracanã.

Pelo relato do dirigente, o Vasco teria direito a mandar quatro compromissos no estádio em 2025 e outros quatro confrontos ao longo de 2026. Contudo, a diretoria afirma que o clube conseguiu atuar apenas uma vez nessas condições, na decisão da Copa do Brasil diante do Corinthians.

O que diz o consórcio de Flamengo e Fluminense?

A Concessionária do Maracanã, administrada pela dupla Fla-Flu, sustenta que o documento citado pelo Vasco não chegou a ser assinado pelas partes envolvidas. Por esse motivo formal, os gestores do complexo afirmam que não existe obrigatoriedade de ceder o campo em quatro datas nesta temporada.

Com essa interpretação, o consórcio recusou quatro pedidos consecutivos enviados pelo Vasco em 2026. Pedrinho afirma que o clube foi prejudicado ao aceitar condições anteriores sem ter a contrapartida garantida para o calendário atual.

O dirigente vascaíno destacou que o clube não pretende abrir mão dos seus direitos institucionais. Ele afirmou que levará a discussão aos órgãos fiscalizadores do Estado do Rio de Janeiro para reavaliar os termos do contrato de concessão pública firmado com o governo fluminense.

Como a indefinição afeta a torcida e o jogo contra o Boca Juniors?

O torcedor que planeja acompanhar a semifinal da Copa Sul-Americana ainda precisa esperar para comprar ingressos e organizar o deslocamento. A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) exige que a definição do estádio seja comunicada oficialmente até este sábado, 10 de outubro.

Caso a liminar seja concedida pela Justiça estadual, a partida será realizada no Maracanã, com capacidade para receber mais de 60 mil pessoas na Zona Norte da capital. Se a recusa do consórcio for mantida pelas vias judiciais, a diretoria precisará confirmar outra praça esportiva credenciada pelo regulamento do torneio.

A venda de ingressos para o público geral e sócios-torcedores só será aberta após o despacho oficial da Justiça e o protocolo junto à entidade continental. O acesso ao Maracanã costuma ser feito pelas estações de metrô e trem Maracanã e São Cristóvão, opções que dependem diretamente da confirmação do mando de campo.

Por que São Januário enfrenta limitações para grandes partidas?

Pedrinho também criticou os entraves frequentes para mandar clássicos regionais no Estádio Vasco da Gama, em São Januário. Segundo o presidente, os órgãos de segurança pública costumam impor vetos ou exigir torcida única em confrontos de alta rivalidade no bairro de São Cristóvão.

O dirigente declarou que a combinação de restrições em São Januário com a negativa de acesso ao Maracanã prejudica a competitividade da equipe no Brasileirão. Sem poder usar sua casa tradicional em determinados confrontos e barrado na arena pública, o clube afirma sofrer um estrangulamento esportivo e financeiro.

Para as próximas rodadas do torneio nacional, a diretoria cruz-maltina promete manter a cobrança aos administradores do estádio e buscar medidas legais para garantir que o Maracanã atenda a todos os grandes clubes do Rio de Janeiro.

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