Para a contadora e diretora financeira da Confederação Nacional de Jovens Empresários (CONAJE), Dayane Robledo, o Simples ainda faz sentido para empresas muito pequenas, com faturamento inicial e operação enxuta. Mas isso pode mudar à medida que a empresa cresce. “O Simples não é automaticamente a melhor opção, ele é a mais simples”, afirma.
Segundo Dayane, o regime tende a continuar vantajoso quando a empresa ainda está em fase inicial, com estrutura mais leve e operação menos complexa. Também costuma fazer mais sentido para negócios que não dependem tanto de geração de crédito dentro da cadeia.
5 sinais de que vale rever o regime
1- A folha de pagamento é baixa
2- O faturamento começou a subir
3 – A margem do negócio é mais alta
4 – Os clientes são outras empresas que aproveitam crédito
5 – A empresa começou a perder competitividade em preço ou entrou numa cadeia mais estruturada
Pelas regras da reforma, empresas do Simples poderão seguir recolhendo IBS e CBS dentro do próprio regime, com transferência de créditos correspondente ao recolhido, ou optar pelo regime normal para esses dois tributos, mantendo o Simples para os demais. Na prática, isso torna a decisão mais estratégica para empresas que operam no B2B.
O que checar antes de migrar
Dayane recomenda que a decisão não seja tomada no escuro. Segundo ela, o caminho mais seguro envolve:
- Simulação tributária entre cenários
- Análise da estrutura de custos e margem
- Revisão de CNAE e enquadramento
- Planejamento prévio
- Comparação entre cenário com e sem crédito
Lucro Presumido ou Real: qual entra no radar?
Segundo a diretora da CONAJE, não existe resposta universal:
- O Lucro Presumido tende a ser mais vantajoso em empresas com margem alta, custos mais simples e faturamento previsível.
- Já o Lucro Real costuma fazer mais sentido quando há mais despesas dedutíveis, margem apertada ou operação mais complexa.














