A Defesa Civil do Rio autorizou a liberação parcial de áreas do Shopping Tijuca para a realização de intervenções técnicas. A medida ocorre após vistoria no local e segue critérios específicos. A reabertura total ainda depende de novas etapas e documentos técnicos.
A Defesa Civil Municipal autorizou a desinterdição do subsolo e lojas do térreo do Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A liberação é temporária e permite exclusivamente a realização de obras e serviços emergenciais no local, que estava interditado desde o incêndio registrado no último dia 2.
De acordo com o órgão, a desinterdição não significa a retomada imediata das atividades comerciais. A liberação definitiva das áreas dependerá da conclusão dos trabalhos e da apresentação de um Laudo Técnico de Obras Concluídas, que deverá atestar as condições de segurança do espaço.
O Shopping Tijuca trabalha com a expectativa de reabrir nos próximos dias, mas ainda não há uma data confirmada para o funcionamento completo do empreendimento. As intervenções em andamento fazem parte das exigências técnicas determinadas após a ocorrência.
Em nota, a administração do shopping informou que as áreas comuns já passaram por processos de higienização e que todos os sistemas e instalações foram revisados.
“O shopping reforça que tem mantido diálogo permanente com os lojistas, inclusive com atualizações diárias sobre os trabalhos dos órgãos competentes, além de prestar assistência e suporte para a limpeza e eventuais manutenções. As demais questões serão avaliadas em momento oportuno”, diz a nota.
O incêndio atingiu o Shopping Tijuca no início da noite do dia 2. Segundo o Corpo de Bombeiros, os quartéis da Tijuca e de Vila Isabel foram acionados às 18h28 para combater as chamas, que teriam começado em uma loja de decoração localizada no subsolo.
No início da madrugada, foi confirmada a morte de duas pessoas. Entre as vítimas estavam o supervisor de brigadistas Anderson Aguiar do Prado, que chegou sem vida ao Hospital Municipal Souza Aguiar, e a brigadista Emellyn Silva Aguiar Menezes, retirada do local durante a madrugada. Ela não apresentava sinais de queimaduras, e a principal hipótese é de que a morte tenha ocorrido por inalação de fumaça. Outras três pessoas ficaram feridas durante a ocorrência.














