Sequestro de jornaleiro em Niterói levou à prisão de um suspeito na Zona Norte do Rio nesta terça-feira (30). A Polícia Civil capturou Thiago Bricio Nogueira, apontado como o segundo envolvido no crime que vitimou Eduardo Aguiar Ferreira, de 24 anos, desaparecido desde o fim de novembro na Região Oceânica de Niterói.
A prisão foi realizada por agentes da 81ª DP, que cumpriram mandado contra o investigado, considerado foragido. Ele foi localizado em uma residência no bairro de Del Castilho, na Zona Norte da capital. No momento da abordagem, segundo a polícia, Thiago tentou se esconder em um compartimento no teto do imóvel, próximo à caixa d’água.
Eduardo Aguiar Ferreira trabalhava em uma banca de jornal em Itaipu e desapareceu após ser abordado por criminosos no dia do sequestro. Testemunhas relataram que ele seguia de moto pela Rua Jaerte de Pimentel Medeiros quando foi interceptado por três homens em um carro prata. A vítima teria sido retirada da motocicleta e colocada à força no veículo, que deixou o local logo em seguida.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o jornaleiro tenha sido morto após o sequestro, embora o corpo ainda não tenha sido encontrado. No início de dezembro, investigadores localizaram um Toyota Corolla prata, que teria sido usado no crime, completamente carbonizado em Imbariê, no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A última localização registrada pelo celular de Eduardo também apontou para a região de Imbariê, a cerca de 72 quilômetros do local do rapto.
Outro suspeito, Rafael Gonçalves Pacheco, já havia sido preso no início do mês, também no bairro de Del Castilho. As investigações indicam que o crime pode estar relacionado à atuação da chamada máfia do cigarro. De acordo com a polícia, Eduardo estaria envolvido há algum tempo na comercialização de cigarros contrabandeados e teria atuado como intermediário na distribuição do produto em Niterói.
Durante as apurações, a polícia realizou buscas em endereços ligados a familiares do jornaleiro e apreendeu material relacionado ao comércio ilegal. Um primo da vítima chegou a ser autuado por fraude processual, mas respondeu em liberdade após pagamento de fiança. Em 2023, Eduardo já havia sido preso em flagrante com um carregamento roubado de cigarros.
As investigações continuam para esclarecer a dinâmica do sequestro, identificar outros envolvidos e confirmar a motivação do crime. A Polícia Civil informou que novas diligências estão em andamento e que mais informações poderão ser divulgadas conforme o avanço do caso.














