A Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) anunciou que pretende instalar bloqueadores de sinal em presídios do Rio de Janeiro até o fim de 2025. A previsão é que o primeiro equipamento entre em funcionamento nos próximos 30 dias. A iniciativa tem como objetivo coibir o uso ilegal de celulares por detentos, especialmente aqueles ligados a facções criminosas.
A licitação para contratação do serviço foi concluída recentemente, com investimento que pode chegar a R$ 400 milhões. A empresa escolhida foi a IMC Tecnologia em Segurança, especializada na locação de equipamentos e prestação de serviços para bloqueio de sinais de telefonia móvel, redes Wi-Fi e até drones. A atuação da empresa abrangerá unidades prisionais e hospitalares sob responsabilidade da SEAP/RJ.
O uso de celulares por detentos é um problema recorrente no sistema penitenciário fluminense. Entre os anos de 2023 e 2024, a polícia penal apreendeu mais de 6 mil aparelhos em diferentes unidades prisionais do estado. Muitos desses equipamentos estavam em poder de membros da facção criminosa conhecida como Povo de Israel.
A instalação dos bloqueadores representa uma resposta direta ao avanço das comunicações ilícitas dentro das cadeias, que muitas vezes são utilizadas para coordenar crimes fora das unidades, ameaçar autoridades ou aplicar golpes pela internet.
O cronograma de implementação ainda será detalhado pela SEAP, mas a previsão é de que as instalações ocorram de forma escalonada ao longo dos próximos meses, priorizando presídios com maior incidência de apreensões.














