Ryan Borgwardt, que simulou morte em caiaque, foi condenado a 89 dias de prisão e ao pagamento de uma indenização de R$ 163 mil. A decisão judicial foi anunciada nesta terça-feira, 26, no condado de Green Lake, em Wisconsin, Estados Unidos. O homem de 45 anos se declarou culpado por obstrução policial, após encenar a própria morte para abandonar a família e iniciar uma nova vida ao lado de uma mulher que conheceu pela internet.
Em sua fala no tribunal, Borgwardt afirmou lamentar profundamente suas ações e a dor que causou à família e aos amigos. O juiz Mark Slaet determinou que ele cumpra o mesmo período de sua farsa — 89 dias — e indenize o Gabinete do Xerife e o Departamento de Recursos Naturais de Wisconsin pelos custos das buscas.
Ryan havia sido dado como desaparecido em 12 de agosto de 2024, após um passeio de caiaque em Green Lake, a cerca de 160 quilômetros de Milwaukee. Um caiaque virado e um colete salva-vidas foram encontrados, levando as autoridades a acreditar em afogamento. Após 54 dias de investigações, porém, descobriu-se que ele mantinha contato frequente com uma mulher do Uzbequistão, declarando seu amor e fazendo planos para recomeçar ao lado dela.
De acordo com a promotora Gerise LaSpisa, ele chegou a reverter uma vasectomia e solicitou um passaporte substituto, alegando falsamente que o documento havia sido perdido ou roubado. O plano, segundo ela, dependia de convencer todos de que havia morrido no lago.
Quatro meses após o reaparecimento de Ryan Borgwardt, sua esposa Emily, com quem foi casado por 22 anos e com quem tem três filhos, pediu o divórcio. No processo, alegou que o casamento estava irremediavelmente destruído.














