Roubos de caminhonetes na Barra da Tijuca levam à prisão de dois criminosos

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Os roubos de caminhonetes na Barra da Tijuca levaram à prisão de dois criminosos em flagrante pela Polícia Civil, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. A dupla foi capturada na última segunda-feira (5), após informações de inteligência indicarem que o grupo voltaria a agir na região.

Segundo a polícia, os suspeitos faziam parte de uma quadrilha especializada no furto e roubo de caminhonetes, que eram levadas para a comunidade da Nova Holanda, no Complexo da Maré, na Zona Norte. No local, os veículos eram usados como moeda de troca por armas e drogas, inclusive no Paraguai, para financiar atividades de facções criminosas.

A prisão ocorreu na Avenida Lúcio Costa, quando agentes desconfiaram da atitude de dois homens próximos a um carro estacionado. Durante a abordagem, foram apreendidos um decodificador de chaves — equipamento usado para abrir e ligar veículos —, além de três celulares e ferramentas utilizadas nos crimes.

De acordo com as investigações, a atuação do grupo era dividida por funções. Um dos presos fazia o mapeamento prévio dos automóveis, enquanto o outro era responsável por abrir e acionar as caminhonetes. Um terceiro integrante, que não foi preso nesta ação, ficava encarregado de vigiar o entorno para alertar sobre a aproximação de policiais.

Os dois criminosos foram levados inicialmente para a 15ª DP (Gávea), onde prestaram depoimento, e posteriormente encaminhados à Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis, onde são alvos de procedimentos em andamento.

As prisões fazem parte da segunda fase da Operação Torniquete, que tem como foco o combate aos crimes de roubo, furto e receptação de cargas e veículos usados para financiar facções criminosas. Desde setembro de 2024, a operação já resultou em mais de 740 prisões, na recuperação de cerca de R$ 45 milhões em cargas e automóveis e no bloqueio de mais de R$ 70 milhões em bens e valores.

As apurações indicam ainda que os veículos roubados eram clonados ou desmontados para alimentar o mercado ilegal de peças. A polícia identificou que a própria facção oferecia treinamento aos criminosos, com “cursos” de abertura e acionamento de caminhonetes e até aluguel de dispositivos eletrônicos usados nos crimes.

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