Rio registra aumento de mortes por intervenção policial em 2025

Carro da Polícia Civil

O aumento de mortes por intervenção policial no Rio de Janeiro foi de 34,43% nos primeiros quatro meses de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (27) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).

De acordo com o levantamento, a capital concentrou 51,93% dos casos, totalizando 285 mortes. Na sequência, aparecem os municípios de Duque de Caxias, com 25 mortes; São João de Meriti, com 23; e Belford Roxo, com 15 — todos na Baixada Fluminense.

O mês de abril foi o mais letal, com 80 mortes decorrentes de intervenções policiais. Somente em Duque de Caxias, no dia 27 de abril, sete homens foram mortos durante um confronto com policiais civis na comunidade da Rua 7.

Segundo a Polícia Civil, os homens mortos estavam envolvidos no ataque a tiros à 60ª DP (Campos Elíseos), ocorrido em fevereiro deste ano. As investigações apontam que o ataque teria sido uma retaliação pela prisão de Rodolfo Manhães Viana, conhecido como Rato, apontado como chefe do tráfico na comunidade Vai-Quem-Quer. Rato teria como braço direito Wesley de Souza do Espírito Santo, segundo a polícia.

Além do aumento de mortes por intervenção policial, o relatório do ISP também destaca outro dado preocupante: o crescimento dos crimes contra o patrimônio. Entre janeiro e abril de 2025, o roubo de celulares aumentou 33,55% em comparação com o mesmo período de 2024.

Foram registrados 8.757 roubos de celulares nos primeiros quatro meses deste ano, contra 6.557 no ano passado. Também houve crescimento no número de furtos de celulares, que subiram 18,27%, passando de 12.781 em 2024 para 15.116 casos em 2025.

Os números divulgados reforçam o alerta sobre a violência e a necessidade de revisão de estratégias tanto na segurança pública quanto no combate aos crimes patrimoniais no estado.

O ISP ainda não divulgou dados detalhados sobre as circunstâncias específicas dos casos de mortes por intervenção policial, mas especialistas em segurança pública destacam que o aumento desses índices costuma estar associado à intensificação de operações em comunidades e áreas de conflito.

As autoridades afirmam que estão avaliando os dados para definir novas ações e estratégias que possam reduzir tanto os índices de letalidade quanto os crimes contra o patrimônio, como roubos e furtos de celulares, que seguem em alta na cidade e na Região Metropolitana.

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