Rio de Janeiro Amplia Proteção de Manguezais: Criação de Novas Unidades de Conservação Aumenta Área Preservada para 3.200 Hectares

Manguezais

Rio de Janeiro expande áreas de proteção de manguezais com novas unidades de conservação

A cidade do Rio de Janeiro celebrou o Dia Mundial de Proteção aos Manguezais, em 26 de julho, com um importante avanço na conservação ambiental. A criação de duas novas Unidades de Conservação (UCs), como parte da iniciativa Corredor Azul, adicionou cerca de 34 hectares de manguezais à área oficialmente protegida no município.

Com essa expansão, a área total de manguezais protegidos por unidades de conservação no Rio de Janeiro ultrapassa agora os 3.200 hectares. Esta medida visa não apenas a preservação de um ecossistema vital, mas também o fortalecimento de estratégias de adaptação às mudanças climáticas, conforme anunciado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC).

As novas unidades, instituídas por decretos publicados no final de junho, incluem o Refúgio de Vida Silvestre (Revis) das Florestas de Jacarepaguá e a Área de Proteção Ambiental (APA) das Lagoas de Jacarepaguá, ambas localizadas na Zona Sudoeste. Uma vistoria técnica confirmou a incorporação de áreas de manguezal à nova APA, consolidando a proteção destes ecossistemas. Estas ações seguem as diretrizes do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e visam a ampliação da preservação da Mata Atlântica.

Refúgio de Vida Silvestre e APA: Dupla Proteção para Manguezais Cariocas

O Refúgio de Vida Silvestre das Florestas de Jacarepaguá foi estabelecido com o objetivo principal de preservar ambientes naturais e garantir a conservação da fauna e flora regionais. Sua criação prevê a integração com outras áreas protegidas importantes, como o Parque Nacional da Tijuca, formando um complexo de conservação mais robusto. Este refúgio é fundamental para a manutenção da biodiversidade local.

Já a Área de Proteção Ambiental (APA) das Lagoas de Jacarepaguá foi concebida para estabelecer normas que permitam a conciliação entre a ocupação humana e a preservação ambiental. O foco é promover o uso sustentável dos recursos naturais na região, garantindo que o desenvolvimento ocorra de forma equilibrada com a proteção do meio ambiente. A APA busca harmonizar as atividades humanas com a conservação.

A Importância Estratégica dos Manguezais para o Rio de Janeiro

Os manguezais desempenham um papel crucial na proteção da costa e na manutenção da biodiversidade. Esses ecossistemas funcionam como berçários naturais para diversas espécies de peixes, crustáceos e aves, sendo essenciais para a cadeia alimentar marinha e estuarina. Além disso, contribuem significativamente para a redução da erosão costeira.

Um dos papéis mais importantes dos manguezais é sua capacidade de armazenar grandes quantidades de carbono, atuando como um sumidouro natural. Essa característica os torna aliados poderosos no enfrentamento das mudanças climáticas, ajudando a mitigar o efeito estufa. A preservação dos manguezais é, portanto, uma estratégia direta de combate ao aquecimento global.

Legislação e Ações Contínuas para a Conservação

No Brasil, os manguezais são protegidos pelo Código Florestal (Lei Federal nº 12.651/2012), que os classifica como Áreas de Preservação Permanente (APPs). No âmbito municipal, a proteção também é reforçada pela Lei Complementar nº 270/2024, que estabelece diretrizes para a preservação do patrimônio natural, da biodiversidade e das Unidades de Conservação do Rio de Janeiro.

Além da criação de novas unidades de conservação, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC) mantém um conjunto de ações focadas na limpeza e conservação dos manguezais e lagoas da cidade. Projetos de educação ambiental buscam conscientizar a população sobre a importância desses ecossistemas. O portal Manguezais Cariocas também está disponível ao público, reunindo informações valiosas sobre as áreas de mangue existentes no município e sua relevância ambiental.

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