Rico chama Anitta de macumbeira e vira alvo de criticas na web

O influenciador Rico Melquiades gerou forte revolta nas redes sociais após publicar um vídeo xingando a cantora Anitta e usando a palavra macumbeira de forma pejorativa durante uma festa na noite de quarta-feira.

A declaração ocorreu em um evento organizado pela influenciadora Virginia Fonseca. O vídeo gravado por Carlinhos Maia mostra o momento em que Rico e mandou um recado agressivo para a cantora do Rio de Janeiro e para os praticantes de religiões de matriz africana.

Rico Melquiades ataca Anitta e causa indignação com ofensas religiosas

No registro que viralizou na internet, Carlinhos Maia brincou com Rico dizendo que o colega estava queimado com o público. Em resposta, o ex-participante de reality show afirmou que não se importava com as críticas e disparou ofensas diretas contra a artista carioca e seus seguidores.

A fala de Rico provocou reação imediata de internautas e defensores da liberdade de crença. Muitas pessoas destacaram que o uso do termo como xingamento configura intolerância religiosa, crime previsto na legislação brasileira. Anitta e praticante do Candomblé e fala abertamente sobre sua fé em suas redes sociais e trabalhos artísticos.

O que aconteceu na festa e qual foi a repercussão?

A confusão aconteceu durante o evento de comemoração de Virginia Fonseca. Rico Melquiades usou o momento da gravação para provocar a cantora carioca. Ele disse abertamente que não tinha medo do cancelamento nas redes sociais e usou palavras chulas ao se referir aos praticantes de religiões de matriz africana que acompanham a carreira de Anitta.

Pouco depois, em outro momento da festa, Rico voltou a mencionar o nome de Anitta. Ele afirmou que estava procurando Virginia Fonseca para tirar uma foto juntas apenas para provocá-la. A atitude do influenciador foi vista por muitos internautas como uma busca desesperada por atenção e engajamento na internet.

Nas redes sociais, milhares de seguidores criticaram a postura do influenciador. Diversos usuários do X, antigo Twitter, expressaram indignação com a facilidade com que ofensas religiosas são proferidas em ambientes públicos e propagadas por figuras de grande alcance digital.

O que a lei brasileira diz sobre intolerância religiosa?

A legislação brasileira e rigorosa em relação a ataques contra credos e atitudes discriminatórias. Pela lei federal número 14.532, sancionada em janeiro de 2023, a injúria religiosa passou a ser equiparada ao crime de racismo. A pena para quem comete esse tipo de infração pode variar de dois a cinco anos de reclusão, alem de multa.

A lei protege todas as manifestações religiosas e pune atos de discriminação, ofensas, ridicularização ou impedimento do exercício de cultos. Quando o ato e cometido em redes sociais ou meios de comunicação de massa, a gravidade e maior devido ao poder de amplificação da mensagem ostensiva.

Juristas ressaltam que utilizar termos ligados a tradições de terreiro de maneira depreciativa para atingir alguém e considerado crime de injúria preconceituosa. O Judiciário tem adotado decisões severas para combater a discriminação velada e explícita no ambiente virtual.

Como combater e denunciar casos de discriminação no Rio?

Para quem mora no estado do Rio de Janeiro e presenciou ou foi vítima de discriminação de credo, existem canais públicos específicos para atendimento e denúncia. A atuação rápida ajuda a punir os responsáveis e evita a normalização desse tipo de violência verbal ou física.

A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, conhecida como Decradi, e a unidade da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro especializada na investigação desses casos. A sede fica no Centro da capital, mas qualquer delegacia de bairro ou da Baixada Fluminense tem a obrigação de registrar o boletim de ocorrência.

Além da polícia, o cidadão pode acionar a Central de Atendimento aos Direitos Humanos do Governo Federal ligando para o número 100. O serviço funciona 24 horas por dia, e gratuito e garante o anonimato de quem faz a denúncia. O Disque Denúncia do Rio de Janeiro, pelo telefone 2253-1177, também recebe informações sigilosas sobre praticantes de intolerância na região metropolitana.

Como fica a rotina e o que esperar dos próximos dias?

A repercussão do caso pode trazer consequências jurídicas para Rico Melquiades, caso associações de proteção a liberdade religiosa ou a própria equipe jurídica de Anitta decidam acionar a Justiça. Em casos recentes envolvendo figuras públicas, o Ministério Público costuma acompanhar os desdobramentos para avaliar a abertura de inquérito.

A equipe de Anitta ainda não emitiu uma nota oficial conclusiva sobre o episódio, mas fãs e movimentos sociais cobram uma retratação pública. A expectativa e que o tema siga em pauta nos próximos dias, reforçando a necessidade de debate sobre o respeito as manifestações de fé no país.

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