Rafael Pulgão, ex-policial civil, é capturado por comandar guerra entre facções na Zona Oeste

Rafael Pulgão

Rafael Pulgão, ex-policial civil, foi preso na madrugada desta segunda-feira (23), acusado de comandar uma violenta guerra territorial entre traficantes e milicianos na Zona Oeste do Rio. Segundo as investigações da Polícia Civil, Pulgão liderava um grupo de traficantes da Vila Kennedy e estava diretamente envolvido nos constantes confrontos com milicianos na comunidade do Catiri, em Bangu.

De acordo com a polícia, o objetivo de Rafael Pulgão era expulsar os milicianos da região para assumir o controle do tráfico local. Ele é apontado como responsável por articular ataques que resultaram em homicídios, extorsões, intimidações e até ameaças contra agentes públicos e autoridades de segurança.

A Operação Contenção, que levou à prisão, foi realizada em conjunto pelas delegacias especializadas: DRFA, DRE, DRACO, DHC, 22ª DP (Penha), 34ª DP (Bangu) e 35ª DP (Campo Grande). Durante a ação, os agentes também identificaram que a Vila Kennedy vinha servindo de QG para a chamada “Tropa do RD”, grupo que realizava ataques em outras comunidades como Santa Cruz, Antares e Rodo, além do próprio Catiri.

Rafael Luz Souza, mais conhecido como Pulgão, já havia sido expulso da Polícia Civil em 2021, após ser condenado por chefiar uma milícia que operava em Campo Grande e bairros vizinhos. Preso desde 2018, ele obteve liberdade condicional em 2023, mas voltou rapidamente às atividades criminosas, segundo os investigadores.

“Ele assumiu o papel de liderança no tráfico, estabelecendo alianças com criminosos do Comando Vermelho e comandando execuções contra rivais milicianos”, destacou um dos agentes que participou da operação.

As investigações também apontam que Pulgão atuava sob as ordens do traficante conhecido como Gardenal, que é considerado braço direito de Edgar Alves de Andrade, o Doca ou Urso, uma das principais lideranças da facção.

Rafael foi autuado em flagrante por associação criminosa majorada e segue preso à disposição da Justiça.

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