Quatro integrantes de uma quadrilha ligada a Doca, uma das lideranças do Comando Vermelho, foram presos nesta quinta-feira (22) em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O grupo é acusado de praticar diversos golpes de estelionato, incluindo fraudes com cartões de crédito clonados e golpes em plataformas digitais.
De acordo com a Polícia Civil, os criminosos, conhecidos como “Bonde do Urso”, utilizavam uma residência alugada como base para as atividades ilegais. No local, os agentes encontraram drogas, computadores, máquinas de clonagem de cartões e um laboratório improvisado para falsificação de dados bancários.
Durante a operação, foram apreendidos também materiais que fazem referência direta ao Comando Vermelho, como camisas personalizadas, cordões de ouro e outros adereços usados pelos criminosos. Segundo a investigação, o espaço operava como uma verdadeira “empresa do crime”, com estrutura de tecnologia avançada para aplicar os golpes.
Ainda segundo a polícia, além de fraudes financeiras tradicionais, a quadrilha atuava fortemente em golpes em sites de apostas esportivas. “Era uma estrutura muito bem montada. Eles não só clonavam cartões, mas também criavam perfis falsos, burlavam plataformas digitais e movimentavam grandes quantias”, explicou um dos agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM).
O líder do grupo foi identificado em vídeos e fotos recentes em um camarote no baile funk da Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio, evento que ficou marcado pela morte de um agente da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). No material, ele aparece ao lado de traficantes e artistas associados à facção. Outros membros da quadrilha também estavam no local, misturados entre os integrantes do tráfico.
“O grupo se utilizava desse status dentro da organização para ostentar e fortalecer sua rede criminosa. As redes sociais também eram usadas como vitrine dos crimes, onde eles apareciam ostentando dinheiro, joias e até armas”, informou outro investigador da DRCPIM.
Após as prisões, a polícia realizou perícia na residência utilizada pela quadrilha. A investigação segue em andamento para identificar outros integrantes e mapear toda a extensão da rede criminosa financiada por Edgar Alves de Andrade, o “Doca”.
O caso foi registrado e segue sob responsabilidade da DRCPIM. A expectativa é que novos mandados sejam cumpridos nos próximos dias, uma vez que a operação revelou conexões da quadrilha com outras células do Comando Vermelho, não apenas na Baixada Fluminense, mas também em comunidades da Zona Norte e Zona Oeste do Rio.














